in-cosmetics Connect https://connect.in-cosmetics.com The in-cosmetics Group is the meeting point and learning hub for the personal care development community worldwide Sun, 21 Sep 2025 13:07:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://connect.in-cosmetics.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-INCOS-Group_60x60_Logo-32x32.png in-cosmetics Connect https://connect.in-cosmetics.com 32 32 120263668 Regulamentação de cosméticos no Brasil: entenda o panorama atual da legislação https://connect.in-cosmetics.com/pt/regulamentacao/regulamentacao-de-cosmeticos-no-brasil-entenda-o-panorama-atual-da-legislacao/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/regulamentacao/regulamentacao-de-cosmeticos-no-brasil-entenda-o-panorama-atual-da-legislacao/#respond Sun, 21 Sep 2025 13:07:30 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23652 Cosméticos veganos e naturais, atualização de normativas e cosmetovigilância são apenas dos alguns assuntos que têm pautado o cenário da regulamentação de cosméticos no Brasil. Para trazer um panorama atual do assunto e de como a indústria tem atuado no atendimento às regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a in-cosmétics Latin America conversou […]

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Cosméticos veganos e naturais, atualização de normativas e cosmetovigilância são apenas dos alguns assuntos que têm pautado o cenário da regulamentação de cosméticos no Brasil.

Para trazer um panorama atual do assunto e de como a indústria tem atuado no atendimento às regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a in-cosmétics Latin America conversou com a Dra. Vanessa Mascarenhas, advogada especialista em legislação sanitária e fundadora da Titanium Consultoria com mais de 20 anos de experiência no setor regulado. Confira a entrevista abaixo:

 in-cosmetics Latin America – No ano passado, a Anvisa publicou novas regras para a Cosmetovigilância. Quais mudanças elas trazem para a indústria do setor e, pelo que a empresa tem acompanhado, quais têm sido os principais desafios de players no monitoramento de produtos?

Dra. Vanessa Mascarenhas – A publicação da norma RDC nº 894/2024 reforça a responsabilidade das empresas em monitorar de forma contínua a segurança de seus produtos e cria um arcabouço detalhado sobre os requisitos mínimos obrigatórios de um sistema de cosmetovigilância. Entre as principais mudanças, podemos destacar a exigência de um formulário padronizado para a coleta de relatos de consumidores e a integração deste a um banco de dados que deve ser mantido por cinco anos; a designação de um profissional qualificado e residente no Brasil para mediar a comunicação com a Anvisa; a criação do Arquivo Mestre da Cosmetovigilância, documento que descreve processos, responsabilidades, treinamentos e estratégias de comunicação em momentos de crise, assim como a realização de auditorias periódicas e a manutenção de registros por cinco anos e a possibilidade de uso de tecnologias de inteligência artificial para monitoramento.

Essa mudança regulatória traz diversos impactos para a indústria de cosméticos, desde o fortalecimento da proteção do consumidor, a equiparação do Brasil ao Mercosul e às práticas internacionais, fator que aumenta a confiança do mercado global nos produtos brasileiros, até a imposição de desafios operacionais e financeiros, especialmente para pequenas e médias empresas. A adequação exige não apenas um investimento em tecnologia e processos, mas uma mudança cultural na qual a cosmetovigilância deixa de ser vista como cumprimento burocrático e passa a ser tratada como uma ferramenta estratégica de gestão de risco e qualidade. A norma entrou em vigor desde agosto de 2025 e, por isso, o setor está passando por um momento de transição, exigindo planejamento, capacitação e visão de longo prazo para quem deseja transformar essa nova regulação em um diferencial competitivo dentro do mercado.

 

in-cosmetics Latin America – Em dezembro, a Anvisa abriu uma consulta dirigida sobre sandbox regulatório para cosméticos personalizados. Qual é o atual status da regulação desses produtos?  O que deve mudar no caso da normatização?

Dra. Vanessa Mascarenhas – A consulta esteve aberta de 11/12/2024 a 31/01/2025 e serviu para colher contribuições sobre os critérios e limites do piloto. Atualmente o processo está na etapa pós-consulta: a agência publicou materiais explicativos, realizou webinar e segue na fase de consolidação da operacionalização do piloto.

Se a normatização avançar, ela precisa resolver de forma prática  questões centrais como a definição de titularidade e responsabilidades; regras sobre autorização e escopo de flexibilização; requisitos mínimos de Boas Práticas de Fabricação aplicáveis ao PDV, com controles de higiene e validação de procedimentos; rotulagem, prazo de validade e rastreabilidade, quando cada unidade é única; critérios técnicos para avaliação de segurança e estabilidade de combinações; integração obrigatória com cosmetovigilância e rastreabilidade de relatos; e normas claras sobre proteção de dados e governança de algoritmos e IA usados para recomendar fórmulas.

As empresas que quiserem competir nesse novo mercado devem antecipar a conformidade: mapear cadeia de responsabilidades e contratos, implementar um sistema de identificação e rastreabilidade das formulações, documentar controles de qualidade no local de produção, preparar governança de dados e validação de modelos caso usem algoritmos. Participar do sandbox, quando houver seleção, é uma oportunidade de testar inovação, influenciar a regra final e demonstrar capacidade operacional frente às exigências que a Anvisa vem consolidando com a RDC 894/2024.

 

in-cosmetics Latin America – Quais têm sido os maiores desafios das empresas na regulamentação de seus produtos?

Dra. Vanessa Mascarenhas – Regulamentar cosméticos no Brasil exige visão estratégica, domínio técnico e capacidade de adaptação rápida. Atualmente, os maiores desafios enfrentados pelas empresas estão diretamente ligados à complexidade crescente das normas e à necessidade de digitalização e agilidade, sem comprometer a conformidade. Um dos pontos mais críticos tem sido a migração para os novos sistemas eletrônicos da Anvisa. Esse momento de transição exige revisão de dossiês técnicos, adequação da documentação ao novo formato e capacitação das equipes para operar em um ambiente digital mais rigoroso. Também pesa o rigor técnico e documental trazido por essas normas recentes, elevando o padrão de exigência. Outro desafio constante é a reformulação de produtos já comercializados, algo que exige a constante atualização de listas de ingredientes permitidos e restritos.  Por fim, a integração entre áreas internas tornou-se indispensável. Regulatório, P&D, Qualidade, Jurídico, SAC e Marketing precisam atuar de forma coordenada para garantir conformidade em todo o ciclo de vida do produto.

 

in-cosmetics Latin America – Nos últimos anos, temos visto o surgimento das indie brands, marcas independentes e autorais. Esse movimento tem impulsionado maior demanda por regulamentações?

Dra. Vanessa Mascarenhas – As indie brands trazem propostas inovadoras, como cosméticos naturais, veganos, personalizados e com foco em diversidade, desafiando diretamente os modelos tradicionais de produção. Esse movimento tem impulsionado uma demanda crescente por regulamentações mais flexíveis, inclusivas e adaptadas à realidade dos pequenos produtores, sem comprometer a segurança do consumidor. Um exemplo é a Lei nº 15.154/2025, que dispensa o registro prévio na Anvisa para cosméticos artesanais, desde que sigam critérios técnicos específicos.

Essas mudanças representam não apenas avanços na indústria, seja, por exemplo, reduzindo as barreiras de entrada para as indie brands e o incentivo a adoção de processos digitais e monitoramento pós-mercado, mas também permite expansões no que é um cosmético, por meio do reconhecimento de saberes ancestrais e práticas tradicionais, ou permitindo uma maior agilidade nas inovações, mas sem abrir mão da segurança sanitária e da rastreabilidade.

Em síntese, o crescimento das indie brands está reconfigurando o ecossistema regulatório, exigindo normas que acompanhem a velocidade da inovação, a diversidade de modelos de negócio e as tendências internacionais. Trata-se de um movimento que democratiza o acesso ao mercado, amplia o olhar regulatório para estética, identidade e ciência de forma plural e contemporânea, reforçando o compromisso com a segurança e com a confiança do consumidor.

 

in-cosmetics Latin America – Considerando o cenário latino-americano, como o processo de regulamentação no Brasil está alinhado aos dos demais países do continente?

Dra. Vanessa Mascarenhas – Comparado aos demais países da América Latina, o Brasil apresenta um modelo regulatório mais estruturado, técnico e exigente, especialmente no que diz respeito à segurança pós-mercado, rastreabilidade de ingredientes e validação de sistemas. Esse cenário se deve, também, ao papel da Anvisa como uma das agências mais consolidadas da região e com forte atuação em fóruns internacionais.

Em contrapartida, essa robustez apresenta desafios de alinhamento. Muitos países latino-americanos adotam modelos mais flexíveis ou simplificados, o que pode gerar assimetria regulatória e dificultar a exportação de produtos brasileiros. Com a crescente integração comercial e o avanço de temas como cosméticos personalizados, produtos artesanais e sustentabilidade, observa-se uma tendência clara de harmonização regional. O Brasil tem participado ativamente dessas discussões, incluindo a proposição de sandbox regulatórios e revisões de listas de ingredientes, medidas que podem servir de referência para outros países.

 

in-cosmetics Latin America – Na sua opinião, como a regulação brasileira está lidando com a evolução do mercado? Como tem sido essa relação modernização e legislação?

Dra. Vanessa Mascarenhas – A regulação brasileira tem se esforçado para acompanhar a evolução do mercado cosmético, diante da aceleração tecnológica, da personalização de produtos e da crescente demanda por sustentabilidade e transparência. O esforço da modernização se manifesta em três frentes principais: na digitalização de processos por meio da migração para um sistema mais novo e a integração com o Portal Único do Comércio Exterior, movimento que permite maior agilidade, rastreabilidade e transparência nas medidas de regularização, na abertura à inovação por meio de ações, como a abertura do sandbox regulatório para os cosméticos personalizados e a possibilidade que empresas testem soluções inovadoras sob a supervisão da Anvisa. Por fim, a adaptação a novos modelos de negócio como a isenção de registro prévio de cosméticos artesanais, medida que beneficia indie brands e microempreendedores. Essa flexibilização busca equilibrar agilidade e inclusão com segurança sanitária.

 

in-cosmetics Latin America – Há temas em discussão que devem proporcionar mudanças nos próximos anos? Quais?

Dra. Vanessa Mascarenhas – Nos próximos anos, o setor cosmético brasileiro deve passar por mudanças em diversos temas regulatórios. A Anvisa já listou mais de 100 pautas em discussão, incluindo tópicos novos e a consolidação de propostas anteriores por meio da Agenda Regulatória 2026–2027. Entre os destaques, podemos citar a definição técnica de cosméticos “orgânicos” e “naturais”, garantindo critérios objetivos para rotulagem e certificação; a atualização periódica das listas de ingredientes permitidos e proibidos, que pode exigir reformulações; a consolidação do sandbox regulatório para produtos personalizados, fortalecendo rastreabilidade, segurança e rotulagem; normas de inclusão e acessibilidade, como rotulagem em braile e QR codes; a definição da ação estética de certos produtos, evitando sobreposição com medicamentos; e a discussão sobre sustentabilidade e inventário químico, visando maior transparência e segurança ambiental.

 

in-cosmetics Latin America – Quais cuidados jurídicos são necessários na comunicação de claims de eficácia e segurança diferenciados?

Dra. Vanessa Mascarenhas – A comunicação de claims de eficácia e segurança diferenciados em cosméticos exige cuidados jurídicos, envolvendo responsabilidade sanitária, publicitária e civil. Todo claim deve ser comprovado por estudos clínicos, testes laboratoriais ou literatura científica reconhecida, e a empresa precisa manter um dossiê técnico atualizado, disponível para inspeção pela Anvisa e defesa em caso de questionamentos. É fundamental que a comunicação esteja adequada à categoria regulatória: alegações terapêuticas, preventivas ou curativas não são permitidas para cosméticos, e qualquer exagero pode ser enquadrado como propaganda enganosa ou gerar ações de concorrência desleal. Claims como “vegano”, “natural” ou “cruelty-free” exigem transparência e rastreabilidade, certificações ou critérios objetivos, especialmente diante da ausência de regulamentação específica para esses termos. O monitoramento pós-mercado também é essencial, empresas devem manter sistemas de cosmetovigilância, revisando dados clínicos, auditorias periódicas e notificando a Anvisa quando necessário.

 

in-cosmetics Latin America – Quais são os erros mais frequentes cometidos pelas marcas ao registrar um cosmético junto à Anvisa? Como a área jurídica pode atuar de forma estratégica com as empresas do setor?

Dra. Vanessa Mascarenhas – Os erros mais frequentes cometidos pelas marcas ao registrar cosméticos junto à Anvisa estão relacionados à documentação técnica incompleta ou inconsistente, rotulagem fora do padrão, classificação de risco incorreta, falta de testes de segurança e desconhecimento das atualizações regulatórias. Essas irregularidades podem gerar indeferimentos, atrasos, sanções e até recolhimento de produtos. A área jurídica pode atuar não apenas na defesa em processos administrativos, mas, também, de forma estratégica transformando a conformidade regulatória em vantagem competitiva, permitindo que as marcas lancem produtos com segurança, agilidade e confiança no mercado. Alguns exemplos de atuação estratégica são: o mapeamento regulatório preventivo, a revisão de claims publicitários, a gestão de riscos regulatórios, o apoio à cosmetovigilância e a defesa técnica em processos. Em síntese, o papel do jurídico especializado é transformar a regulação de entrave em diferencial competitivo — e é isso que fazemos.

Sentindo-se inspirado para ver ingredientes e tendências em ação?

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Cosméticos para PETS: mercado se consolida e projeta crescimento https://connect.in-cosmetics.com/pt/podcasts-multimidia/cosmeticos-para-pets-mercado-se-consolida-e-projeta-crescimento/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/podcasts-multimidia/cosmeticos-para-pets-mercado-se-consolida-e-projeta-crescimento/#respond Fri, 19 Sep 2025 13:18:42 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23648 O PET Care tem trazido novas oportunidades para a indústria de cosméticos, possibilitando a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e de linhas específicas. Para falar sobre cenário, ingredientes e mercado, nesse episódio entrevistamos Bianca Cava, gerente comercial da área de Cuidados Pessoais da Stepan Company. Dê play e confira!

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O PET Care tem trazido novas oportunidades para a indústria de cosméticos, possibilitando a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e de linhas específicas.

Para falar sobre cenário, ingredientes e mercado, nesse episódio entrevistamos Bianca Cava, gerente comercial da área de Cuidados Pessoais da Stepan Company.

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in-cosmetics Latin America 2025: especialistas destacam tendências que devem pautar a edição https://connect.in-cosmetics.com/pt/podcasts-multimidia/in-cosmetics-latin-america-2025-especialistas-destacam-tendencias-que-devem-pautar-a-edicao/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/podcasts-multimidia/in-cosmetics-latin-america-2025-especialistas-destacam-tendencias-que-devem-pautar-a-edicao/#respond Thu, 18 Sep 2025 11:35:30 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23646 Quer conhecer alguns dos destaques da in-cosmetics Latin América 2025? Neste episódio, reunimos os especialistas técnicos do evento: Celso Martins Júnior, diretor técnico da Grandha Professional Hair Care; Cléber Barros, professor de cosmetologia, CTO e cofundador da Escola Vinia e responsável pelo Innovation Tour, tradicional atração do evento; e Emiro Khury, diretor da EK Consulting. […]

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Quer conhecer alguns dos destaques da in-cosmetics Latin América 2025? Neste episódio, reunimos os especialistas técnicos do evento: Celso Martins Júnior, diretor técnico da Grandha Professional Hair Care; Cléber Barros, professor de cosmetologia, CTO e cofundador da Escola Vinia e responsável pelo Innovation Tour, tradicional atração do evento; e Emiro Khury, diretor da EK Consulting.

Eles trazem suas percepções e destacam também algumas tendências de mercado que devem pautar a edição.

Clique em play e confira!

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Vencedores do in-cosmetics Latin America Awards 2025 https://connect.in-cosmetics.com/pt/uncategorized-pt/vencedores-do-in-cosmetics-latin-america-awards-2025/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/uncategorized-pt/vencedores-do-in-cosmetics-latin-america-awards-2025/#respond Wed, 17 Sep 2025 02:57:02 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23632 Os vencedores ainda não foram revelados! Fique ligado enquanto atualizamos esta página ao vivo durante a cerimônia de premiação no dia 23 de setembro de 2025 e nas nossas redes sociais. Não se esqueça de nos acompanhar no Expo Center Norte, às 19h, para o grande anúncio!

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Os vencedores ainda não foram revelados! Fique ligado enquanto atualizamos esta página ao vivo durante a cerimônia de premiação no dia 23 de setembro de 2025 e nas nossas redes sociais. Não se esqueça de nos acompanhar no Expo Center Norte, às 19h, para o grande anúncio!

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Forever Young: A ascensão da cosmética sênior https://connect.in-cosmetics.com/pt/noticias-categoria-pt/tendencias-de-mercado/forever-young-a-ascensao-da-cosmetica-senior/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/noticias-categoria-pt/tendencias-de-mercado/forever-young-a-ascensao-da-cosmetica-senior/#respond Sat, 13 Sep 2025 03:47:50 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23617 Mais de 80, mais estilo: o novo mapa da cosmética para a terceira idade. Nessa idade, números são coisa do passado. A beleza da longevidade não é um nicho: pode se consolidar como o novo foco da categoria. Os consumidores com 80 anos ou mais que compram cosméticos hoje não são os mesmos de uma […]

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Mais de 80, mais estilo: o novo mapa da cosmética para a terceira idade. Nessa idade, números são coisa do passado. A beleza da longevidade não é um nicho: pode se consolidar como o novo foco da categoria. Os consumidores com 80 anos ou mais que compram cosméticos hoje não são os mesmos de uma década atrás. São consumidores que valorizam a autonomia e a dignidade, buscando produtos que lhes devolvam o controle sobre suas rotinas diárias, simplifiquem tarefas delicadas (como abrir um frasco ou aplicar base) e previnam a fadiga cognitiva. Sua relação com a beleza é profundamente emocional —querem ter uma boa aparência para se sentirem bem, para se conectarem com sua história, sua identidade e seu círculo social. Em muitos casos, compartilham decisões com familiares ou cuidadores; são atraídos por tons clássicos, texturas confortáveis ​​e aromas familiares, sem hesitar em experimentar inovações tangíveis que incluem aplicadores ergonômicos e formulações híbridas.

 

80+ representa uma oportunidade de mercado significativa. A população mundial está envelhecendo significativamente e o número global de nascimentos continua a cair. Ao mesmo tempo, aqueles com mais de 80 anos são o grupo que mais cresce: espera-se que essa população triplique entre 2020 e 2050, passando de aproximadamente 137 milhões para 425 milhões. A taxa de fertilidade global continua a diminuir; até 2025, estima-se que esteja entre 2,3 e 2,4 filhos por mulher, um número abaixo do nível de reposição populacional e refletindo uma tendência sustentada para menos nascimentos. Essas mudanças demográficas refletem uma tendência clara: menos nascimentos e uma população que não só vive mais, mas está envelhecendo a um ritmo crescente, representando desafios globais em setores como saúde, pensões, assistência social e, claro, beleza e cosméticos.

 

Este consumidor é motivado por três aspectos dos produtos cosméticos: primeiro, o bem-estar funcional, que deve garantir menos rigidez, maior conforto para a pele e facilidade de pentear os cabelos. O segundo aspecto está relacionado à segurança, à higiene dos olhos, ao baixo risco de irritação e à fácil leitura dos rótulos e benefícios.  Por fim, a pele desse segmento tem necessidades específicas. É mais fina e seca, com uma barreira cutânea frágil, maior sensibilidade a fragrâncias fortes. As pessoas também apresentam diminuição da acuidade visual, cabelos com alta porosidade e lábios mais desidratados. Elas buscam soluções concretas e visíveis, não promessas vagas. São consumidores de alto patrimônio líquido.

 

A pele a partir dos 80 anos apresenta necessidades específicas. A função de barreira é mais frágil devido à diminuição da síntese lipídica e à redução da espessura das ceramidas. A TWEL, a xerose e as microfissuras aumentam. Há também um aumento de células senescentes. O pH da pele também tende a se elevar para próximo de 6, o que gera um desequilíbrio nos mecanismos de hidratação. Há menor produção de sebo. A DEJ parece mais plana, o que se reflete em maior flacidez e reparação mais lenta. O microbioma apresenta uma notável diminuição na diversidade. A seguir, veremos algumas das tendências mais interessantes neste segmento.

 

Cosméticos pró-barreira e pró-conforto 24/7: O principal objetivo dos produtos para a pele nesta categoria é reparar e selar. Vemos um boom em ceramidas de cadeia longa, colesterol, ácidos graxos, hemisqualano, esqualano e polissacarídeos formadores de filme como protagonistas. Estamos vendo cremes e bálsamos oclusivos com um apelo sensorial elegante. A skin layering na pele também representa uma oportunidade neste segmento.

 

Ingredientes ativos inteligentes para peles muito maduras: A química cosmética está nos surpreendendo com o boom de retinoides micro-encapsulados y de liberação lenta de última geração. Também é importante considerar peptídeos que estimulam as fibras de ancoragem, como laminina e colágeno IV, e antioxidantes botânicos ricos em polifenóis. O claim “clinical yet gentle” está começando a ser tendência para essa faixa etária. Peptídeos focados em benefícios de translucidez também estão ganhando relevância. A tolerância cutânea está emergindo como um dos benefícios mais importantes dessa tendência.

 

Relipidização: É o processo de restauração e reposição dos lipídios naturais da pele (ceramidas, ácidos graxos e colesterol) que compõem a barreira cutânea. A relipidização visa restaurar o equilíbrio lipídico, devolvendo flexibilidade, suavidade e resiliência. Os benefícios incluem redução da perda transepidérmica de água (TEWL), maior resistência à irritação, textura da pele mais gentil e elástica, sensação de conforto e redução da sensação de aperto, entre outros.

 

Texturas “low-effort” e ferramentas de aplicação inclusivas: Na maquiagem, vemos lápis e bastões de ponta larga, cabos antiderrapantes, botões grandes, etiquetas de alto contraste e conta-gotas de pressão suave. Máscaras de cílios com pincéis curvos e autoajustáveis, delineadores com trava de apoio para pulsos instáveis ​​e sprays de cabelo de ampla difusão para cobrir raízes prateadas sem borrar. Há um boom de aplicadores minimalistas e refis limpos. Tampas “click” e fechos magnéticos abrem facilmente. Estamos testemunhando a ascensão do design universal. Packaging senior-friendly is the new black.

 

Saúde do couro cabeludo e tratamento para cabelos grisalhos: Estamos vendo rituais que começam no couro cabeludo – séruns sem óleo com ingredientes ativos tradicionais como pantenol, niacinamida e pré/pós-bióticos; xampus cremosos e com pouca espuma; condicionadores ultrassuaves; e iluminadores cinza-prateados que neutralizam o amarelado sem ressecar. Veremos um boom nos formatos de essências para o couro cabeludo. Claims de melhor densidade óptica e fibras volumétricas serão uma tendência.

 

Microbioma e cuidados precisos para os olhos e lábios: Estamos vendo novos formatos de bálsamos perioculares com polímeros elásticos que não migram para os olhos e batons “water-lock” com ingredientes ativos prebióticos/pós-bióticos que reduzem a reatividade da pele dos lábios. Nos próximos meses, veremos um aumento no conceito de “peri-zone care” (produtos para pálpebras, cantos da boca e contorno dos lábios).

 

Tecnologia acessível – IA Prática e RA “senior-first”: Novos assistentes de tom de pele com tecnologia de IA, treinados para peles muito maduras (poros, vincos, translucidez) e quiosques com botões físicos, fonte grande e guias por áudio. Realidade aumentada com “modo de destaque” e menos passos; lembretes de validade ativados por voz; manuais curtos em vídeo e legendas grandes. A IA acessível deve abordar a questão de como os cosméticos incorporam esse grupo populacional em um mundo hiperconectado, onde, apesar de não serem falantes nativos dessa tendência, se sentem incluídos.

 

Reposicionamento ético — mensagens de autonomia, não de idade: Há um desenvolvimento muito interessante no marketing para esse segmento, com campanhas que destacam pessoas ativas e diversas com mais de 80 anos; narrativas de “cuidado especializado” em vez de “antienvelhecimento radical”. A cocriação com geriatras/dermatologistas para aumentar a credibilidade representa uma oportunidade significativa. Também estamos vendo campanhas educativas de microinfluenciadores locais (avós que as criam), com foco na família e respeito cultural.

 

Embalagens inclusivas, sustentáveis ​​e recarregáveis: Recipientes leves e antiderrapantes com aberturas magnéticas e tampas de giro curto. Etiquetas de alto contraste, pictogramas passo a passo e Braille opcional. Recargas de encaixe por clique não exigem força. Kits de viagem grandes (não os miniaturas que podem ser inoperantes).

 

Design ácido (pH≈4) para reestruturar a barreira: Existem publicações científicas relacionadas ao objetivo de normalizar o pH elevado da pele madura, que se situa entre 5,5 e 6, com géis com pH próximo a 4. O objetivo é melhorar a integridade da barreira e a coesão do estrato córneo. Há grande potencial no desenvolvimento de novos ingredientes ativos para cuidados com a pele que ajudem a reverter o pH elevado da pele madura.

 

Como conquistar o consumidor com mais de 80 anos em 2025: É importante considerar formatos amplos, alto contraste, instruções com pictogramas, áudio e letras grandes. Prometa menos e entregue mais: alívio imediato + benefício cumulativo (por exemplo, barreira hoje, firmeza em 8 semanas). Simplifique a equação com rotinas úteis de 2 a 3 passos e kits “manhã/noite”. É necessária inovação nos testes de tolerância para peles muito maduras e na comunicação que celebra a autonomia.

 

Forever young = Beleza cheia. Aqueles que entendem que a faixa etária acima de 80 anos busca conforto, controle e reconhecimento – e traduzem isso em fórmulas sensoriais, tecnologia acessível e design universal – liderarão o mercado com ofertas que honram o passado e abraçam o presente. O mais importante é refletir a vitalidade que os momentos vividos trazem consigo, porque a verdadeira beleza é iluminada pela experiência. Se a juventude é um regalo, a idade é uma obra de arte. Como disse Elizabeth Taylor: “As rugas simplesmente mostram onde os sorrisos estiveram.”

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Varejo: onde o público brasileiro compra cosméticos? https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/varejo-onde-o-publico-brasileiro-compra-cosmeticos/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/varejo-onde-o-publico-brasileiro-compra-cosmeticos/#respond Fri, 05 Sep 2025 18:21:29 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23604 Para responder a essa pergunta, neste episódio, conversamos com Mariana Lombardo, analista sênior de insights de consumo na área beleza e cuidados pessoais da Mintel. A especialista traz informações sobre o atual cenário do varejo físico e digital, desafios e oportunidades, com base no estudo “Onde o consumidor brasileiro compra produtos de beleza e cuidados […]

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Para responder a essa pergunta, neste episódio, conversamos com Mariana Lombardo, analista sênior de insights de consumo na área beleza e cuidados pessoais da Mintel.

A especialista traz informações sobre o atual cenário do varejo físico e digital, desafios e oportunidades, com base no estudo “Onde o consumidor brasileiro compra produtos de beleza e cuidados pessoais – 2025”, desenvolvido pela empresa de pesquisa de mercado.

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Economia regenerativa na indústria cosmética – Os métodos de extração que vão redefinir a beleza do futuro https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/economia-regenerativa-na-industria-cosmetica-os-metodos-de-extracao-que-vao-redefinir-a-beleza-do-futuro/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/economia-regenerativa-na-industria-cosmetica-os-metodos-de-extracao-que-vao-redefinir-a-beleza-do-futuro/#respond Tue, 02 Sep 2025 20:49:24 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23556 Durante muito tempo, o que definia o valor de um ingrediente cosmético era sua raridade, potência sensorial ou eficácia clínica. Mas, diante de um mundo marcado por escassez de recursos, crise climática e consumidores que exigem rastreabilidade e propósito, essa lógica está se esgotando. Estamos diante de uma mudança de era. De acordo com o […]

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Durante muito tempo, o que definia o valor de um ingrediente cosmético era sua raridade, potência sensorial ou eficácia clínica. Mas, diante de um mundo marcado por escassez de recursos, crise climática e consumidores que exigem rastreabilidade e propósito, essa lógica está se esgotando. Estamos diante de uma mudança de era.

De acordo com o relatório Unlocking Sustainability Opportunities in Beauty and Personal Care, 2024 Euromonitor, os produtos com apelo sustentável cresceram 10% ao ano entre 2020 e 2023, superando os produtos convencionais. E mais: 62% dos consumidores globais se declaram preocupados com a mudança climática e priorizam escolhas com menor impacto ambiental.

Na in-cosmetics Latin America, esse movimento é visível. A edição de 2024 reuniu 230 expositores de 32 países e consolidou a ascensão de tecnologias limpas, bioingredientes e propostas regenerativas. E o tema da próxima edição, “Beleza em Evolução”, já deixa claro: a sustentabilidade não é mais tendência, é princípio básico.

Entre a escassez e a reinvenção

Diante de um consumidor cada vez mais volátil e de um planeta sob constante tensão climática, vivemos um paradoxo: de um lado, a busca obsessiva por performance e eficácia, muitas vezes ainda dependente de rotas sintéticas ou questionáveis. Do outro, o desejo por fórmulas naturais, éticas e seguras. Mas o verdadeiro desafio está além dessa bifurcação. Ele está em como vamos continuar extraindo da natureza sem destruí-la: ou melhor, como vamos contribuir para que ela se regenere.

A WGSN cunhou os termos permacrise e policrise para descrever o novo normal: múltiplas crises simultâneas, permanentes, que afetam clima, cadeias produtivas e acesso a recursos. Em síntese, estamos vivendo um cenário de escassez de recursos naturais e crise da biodiversidade tal que precisamos com urgência voltar nossos esforços e imaginação para preservar nossos recursos renováveis. Não há mais tempo a perder.

Nesse contexto, novas metodologias de extração se tornam protagonistas, e é justamente esse o ponto que quero destacar neste artigo.

 

Olhando para o futuro: os métodos de extração regenerativos

 

Quando falamos de um produto de beleza sustentável, não basta que o cosmético conte com ativos conhecidos por serem “naturais” ou “ecológicos”. Em vez disso, é fundamental investir em métodos de extração sustentáveis e regenerativos, que possibilitem a obtenção de ingredientes com eficiência e baixo impacto ambiental. Em outras palavras, ser apenas “sustentável”, hoje em dia, já não basta mais. É preciso liderar uma economia regenerativa.

Esse tópico é abordado por Marianna Cyrillo, palestrante e empresária do setor: “Quando pensamos em ingredientes naturais, a primeira pergunta que deveria vir à mente é sobre a obtenção desse insumo: como ele foi coletado, por quem foi coletado e onde foi coletado? Um ingrediente só é bom quando é bom para todo mundo. Desde quem coleta o insumo na ponta até quem irá utilizá-lo na pele. E é isso o que a economia regenerativa de ingredientes propõe“.

 

  1. Manejo agroflorestal regenerativo: Aqui, começo destacando um dos vários exemplos de manejo sustentável que respeita o ritmo da floresta e ainda gera renda local: a extração do Óleo de Copaíba. Na Amazônia, esse bálsamo é extraído diretamente do tronco da árvore que, de forma correta e com equipamentos e técnicas adequados, mantém a árvore em pé e viva, sem destruí-la.Marianna, que vivencia esse processo de perto, complementa: “Formamos uma rede de copaibeiros que recebem um valor justo por uma atividade que exige força, paciência e conhecimento profundo. Mais do que um ingrediente puro e potente, oferecemos rastreabilidade até o coletor, gerando renda digna e resistência concreta ao desmatamento dentro da bioeconomia amazônica”.
  2. Coleta sustentável e economia circular: Outro caso de destaque é a coleta da alga Sargassum, uma alga marinha flutuante, muito presente na Flórida, no México e no Caribe. Por se reproduzir em grandes quantidades — e em boa parte por conta do uso desenfreado de fertilizantes da agricultura que deságua no oceano, a sua presença começou a causar diversos problemas, tanto ambientais, quanto turísticos, nas praias dessas regiões.  Diante deste cenário, a startup Carbonwave identificou uma oportunidade de transformar a alga em um biomaterial altamente inovador. O resultado? A criação de um emulsionante cosmético totalmente natural, alternativo às versões artificiais, premiado internacionalmente.
  3. Cultivo de microalgas em fotobiorreatores: Outro conceito que me encanta é o do cultivo de algas em biorreatores. A CODIF, empresa francesa especialista em ativos cosméticos de origem marinha, criou uma tecnologia capaz de reproduzir o habitat natural de algas de forma controlada e com reprodução sustentável. Este é o caso da alga “pom-pom” Jania rubens, que, dependendo dos estímulos ou nutrientes recebidos, é capaz de gerar ativos altamente tecnológicos, como a taurina, um ingrediente que promove ação antifadiga e energizante para a pele.
  4. CO₂ supercrítico e extração limpa: E, claro, não poderia deixar de citar o CO₂ supercrítico, o famoso dióxido de carbono que, quando submetido a uma temperatura e pressão específicas, atinge um estado físico que transita entre o gás e o líquido, permitindo a extração de ativos vegetais. Ideal para ingredientes sensíveis, este método dispensa o uso de solventes tóxicos e é considerado uma das tecnologias mais limpas da atualidade e vem sendo utilizada desde a extração de óleos essenciais e fragrâncias, até a extração de ativos.
  5. Upcycling”, o resíduo como recurso: Aqui, o caminho é quase óbvio, mas merece ser destacado. O aproveitamento de materiais usualmente descartados pela indústria, especialmente a alimentícia, torna-se recurso precioso para criar ingredientes funcionais para formulações cosméticas. Cascas de frutas que se tornam óleos e manteigas vegetais, sementes ou grãos que seriam descartados tornam-se ativos com alto potencial cosmético. Como exemplo, destaco tanto o uso dos grãos de café verde quanto do óleo das sementes de maracujá, que se tornam ativos antioxidantes de alta eficácia com origem circular.
  6. Biotecnologia fermentativa: Outro caminho de que sou grande entusiasta tem seu estudo baseado no reino microscópico das bactérias, fungos e leveduras que, por meio da biotecnologia, transformam-se em ingredientes e moléculas altamente eficazes e biocompatíveis com nosso organismo. Dentre os itens de maior destaque, temos desde ingredientes clássicos, como as ceramidas, até o inovador ácido poliglutâmico, capaz de reter mais água que o ácido hialurônico (também obtido por meio de biotecnologia). Outras possibilidades também são notáveis, como ativos prébióticos e probióticos dedicados ao equilíbrio da microbiota da pele, até à criação de ativos originalmente de origem animal, como o colágeno vegano, obtido por meio da fermentação de leveduras.
  7.  Tecnologia invisível –  a IA também extrai sem tocar: Por fim, não poderia deixar de mencionar a IA como ferramenta para obtenção de um melhor aproveitamento dos recursos. Laboratórios de pesquisa ao redor do mundo já utilizam inteligência artificial para simular e otimizar processos de extração, reduzindo drasticamente o consumo de matéria-prima, energia e tempo de experimentação. Em vez de realizar dezenas de testes tradicionais, o algoritmo é capaz de prever as condições ideais para obter o maior rendimento com o menor impacto.

Quem planta, colhe

Sabemos que a indústria cosmética vem se esforçando para abraçar as chamadas práticas ecológicas e isso é reflexo claro do comportamento do público consumidor. Esse fator é comprovado com base, por exemplo, no Relatório Mintel Beleza Limpa e Consciente Brasil de 2024. O estudo demonstra que cada vez mais os aspectos relacionados à ética e à sustentabilidade fazem a diferença entre os consumidores, ajudando a diferenciar marcas e produtos clean. Na mesma pesquisa, atributos como “sustentável”, “livre de ingredientes tóxicos” e “sem crueldade animal” foram os mais mencionados pelos entrevistados brasileiros ao definirem um produto ou marca considerado de “beleza limpa”.

 

Mas vamos ser sinceros, é preciso sairmos do conceito “eco-friendly” como discurso. Nem sempre o natural é sustentável, nem sempre o sintético é a solução mais limpa. A nova geração de consumidores e, consequentemente, nossa própria indústria, será obrigada a não apenas reduzir danos, mas participar ativamente de uma economia regenerativa. E essa atitude como resposta de futuro requer não apenas storytelling bonito, mas investimento em ciência, com tecnologias limpas, rastreabilidade da cadeia, redes éticas e colaborativas. Especialmente na democratização dessas tecnologias para o mercado massivo, não apenas em marcas nichadas.

 

O fim da era da abundância irresponsável já começou. Em 2025, o Dia da Sobrecarga da Terra foi antecipado de 1º de agosto para 24 de julho — ou seja, em apenas sete meses, a humanidade consumiu tudo o que o planeta poderia regenerar em um ano inteiro. Por aqui deixo a reflexão: Os ingredientes do futuro não serão apenas eficazes; serão, acima de tudo, coerentes com um mundo que exige menos extração e mais regeneração.

 

 

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Inverno: óleos trazem benefícios à rotina de scalp care durante a estação https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/inverno-oleos-trazem-beneficios-a-rotina-de-scalp-care-durante-a-estacao/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/tendencias-de-mercado-pt/inverno-oleos-trazem-beneficios-a-rotina-de-scalp-care-durante-a-estacao/#respond Thu, 07 Aug 2025 01:13:15 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23510 Com a chegada do inverno, muito se fala sobre os cuidados com a pele. Algumas marcas de cosméticos ampliam a comercialização de linhas específicas para proteção e hidratação, considerando que a estação, caracterizada pelo ar seco e pelas baixas temperaturas, promove o ressecamento e a desnaturação das proteínas cutâneas. Outro fator relevante são os banhos […]

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Com a chegada do inverno, muito se fala sobre os cuidados com a pele. Algumas marcas de cosméticos ampliam a comercialização de linhas específicas para proteção e hidratação, considerando que a estação, caracterizada pelo ar seco e pelas baixas temperaturas, promove o ressecamento e a desnaturação das proteínas cutâneas. Outro fator relevante são os banhos mais quentes, “que provocam uma remoção da oleosidade natural de forma mais intensa, diminuindo o manto lipídico que retém a umidade da pele”, conforme informações do site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), exigindo, assim, tratamentos adequados e rotinas específicas de cuidados.

Assim como a pele, o couro cabeludo também demanda atenção especial no frio, uma vez que as condições climáticas do período impactam diretamente sua saúde. Nesse sentido, a indústria e os profissionais do setor têm investido no desenvolvimento de soluções a cada temporada, reforçando um ritual que não é novo, mas que tem ganhado espaço: o scalp care, ou a chamada skinificação dos cabelos.

Em conversa com o Connect, Celso Martins Junior, diretor técnico da Grandha Professional Hair Care e um dos especialistas da edição 2025 da in-cosmetics Latin America, explica que, em comparação com os fios, o couro cabeludo “se mostra muito mais sensível às oscilações de temperatura, em especial às altas e também à água quente, comum nos banhos de inverno. Esta pode promover pequenas disfunções da glândula sebácea, favorecendo a disbiose (desequilíbrio da microbiota do couro cabeludo) e o desenvolvimento de diferentes estágios de caspa, seborreia e dermatites”.

Considerando esses fatores, o especialista destaca a importância dos óleos vegetais nos rituais de cuidado. Os de abacate e semente de uva, segundo ele, têm sido os preferidos dos consumidores e podem ser empregados tanto nos cuidados com o couro cabeludo quanto no nivelamento e reparação lipídica dos fios.

Entre as inovações, Celso destaca os óleos vegetais ozonizados, que passam por um processo industrial complementar e geram novos componentes terapêuticos a partir de suas propriedades naturais. Um dos exemplos é o óleo vegetal de girassol ozonizado, “que entrega um percentual relevante de FITOL (potencial anti-inflamatório) capaz de cuidar do couro cabeludo e promover maciez e brilho para todos os tipos de cabelo”.

A versatilidade de uso também contribui para a valorização desses ingredientes na formulação de cosméticos. A aplicação pode ocorrer em rituais de pré-tratamento — com produtos aplicados instantes antes do banho, no couro cabeludo e nos fios, para posterior lavagem — ou em tônicos pós-banho, enriquecidos com óleos essenciais específicos, especialmente os florais, conforme exemplifica o especialista.

As possibilidades de utilização ganham ainda maior importância para profissionais de formulação e desenvolvimento de cosméticos em meio às tendências de cuidados e desenvolvimento da área. O artigo “Cabelos: tendências e inovações que transformarão o mercado para 2025”, publicado no site da WGSN, destaca que a categoria capilar apresentou aumento durante a pandemia. “No Brasil, por exemplo, o valor do mercado teve um crescimento de 4,4 milhões de dólares em 2020, enquanto marcas premium de cuidados capilares cresceram 48% globalmente no mesmo período”.

O texto informa que o conceito “intelectualismo capilar”, tendência que estimula o público a priorizar produtos e serviços personalizados para atender a necessidades específicas se consolida, neste ano, “como um diferencial estratégico para marcas que desejam se destacar”. Consequentemente, “a busca por informação não apenas empodera os consumidores, mas também cria oportunidades significativas para negócios e serviços, impactando diretamente o mercado capilar”.

O mercado brasileiro

Em um setor de beleza e cuidados pessoais pujante como o brasileiro, os produtos voltados para cuidados capilares estão entre os mais consumidos pela população, o que impulsiona lançamentos. O Panorama do Setor 2025, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), mostra que o país — considerado o terceiro maior consumidor de cosméticos do mundo — também ocupa a mesma posição global na categoria “Cuidados com Cabelo”.

Outros dados favoráveis ao segmento vêm da Euromonitor International e destaca que as inovações apresentadas em novas categorias como óleos, ampolas, séruns, fluidos, manteigas e outros itens contribuíram para o crescimento de 14% nas vendas no ano passado, resultando em uma receita de R$ 32,3 bi, podendo alcançar R$ 44,3 bi até 2029, conforme matéria publicada no site Cosmetics Innovation (acesse aqui).

As projeções positivas no país também são evidenciadas em outro estudo. O relatório “Mercado de cuidados capilares no Brasil: análise de tamanho e participação – tendências e previsões de crescimento (2024–2029)”, da Mordor Intelligence, aponta que o segmento deve crescer a uma taxa composta anual (CAGR) de 4,92%, passando dos US$ 6,06 bilhões registrados em 2023 para US$ 7,70 bilhões até 2028.

Novos ativos e os portfólios de ingredientes voltados para cuidados capilares/scalp care desenvolvidos por empresas que são referência poderão ser conhecidos na in-cosmetics Latin America 2025.

O evento acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro, no Expo Center Norte. O credenciamento já está aberto e pode ser feito em https://www.in-cosmetics.com/latin-america/pt-br.html, na aba “Credencie-se agora”. Aproveite!

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in-cosmetics Latin America anuncia equipe de especialistas de mercado da edição 2025 https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/comunicados-a-imprensa/in-cosmetics-latin-america-anuncia-equipe-de-especialistas-de-mercado-da-edicao-2025/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/comunicados-a-imprensa/in-cosmetics-latin-america-anuncia-equipe-de-especialistas-de-mercado-da-edicao-2025/#respond Fri, 11 Jul 2025 18:03:53 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23393 A cada ano, a in-cosmetics Latin America reúne um time de especialistas de mercado para contribuir com direcionamentos de pautas para o evento, reforçando o seu propósito de ser vitrine de soluções para às necessidades atuais do setor de cosméticos. Mantendo esse compromisso, a RX, organizadora da feira, promoveu o encontro de apresentação da equipe […]

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A cada ano, a in-cosmetics Latin America reúne um time de especialistas de mercado para contribuir com direcionamentos de pautas para o evento, reforçando o seu propósito de ser vitrine de soluções para às necessidades atuais do setor de cosméticos. Mantendo esse compromisso, a RX, organizadora da feira, promoveu o encontro de apresentação da equipe deste ano, que tem como tema Beleza em evolução. A reunião ocorreu no dia 12 de junho, na sede da empresa, em São Paulo.

 

O grupo é composto por profissionais das áreas de gestão, produto e desenvolvimento (P&D) e cosmetologia de empresas reconhecidas. A iniciativa tem trazido resultados positivos, já que a cada edição tem sido possível conferir apresentações com foco em novas soluções, ativos, tendências e mercado, que possibilitam aos visitantes – representantes de áreas de P&D, formulação, marketing, química, além de executivos, compradores e tomadores de decisão – encontrar informações que possam otimizar seus trabalhos no dia a dia.

“A feira segue se fortalecendo nos cenários nacional e internacional como referência em matérias-primas para a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, por conectar o público qualificado a empresas e lançamentos e, dessa forma, contribuir na ampliação de relacionamentos, no fomento de negócios e na movimentação de uma área que é pujante para a nossa economia”, diz Ana Beatriz Elia, head da in-cosmetics Latin America.

Ana Beatriz Elia, head da in-cosmetics Latin America, em apresentação durante a reunião. Crédito: Meire Felipe

A executiva ressalta que “temos registrado aumento nos números de visitantes e marcas. Só no ano passado, quando o evento celebrou 10 anos, recebemos 7,498 profissionais, sendo 6,130 visitantes únicos de 32 países e 230 empresas expositoras, nacionais e internacionais, 25% a mais que a edição anterior”.

Sobre o encontro

O encontro de especialistas deste ano contou com algumas novidades. Uma delas foi a apresentação da Mintel, empresa global de pesquisas de mercado, sobre as tendências de varejo nacional, intitulado Onde o Consumidor Brasileiro compra Produtos de Beleza e Cuidados Pessoais 2025.

Participantes conversaram sobre temas atuais de mercado que devem pautar a edição. Crédito: Meire Felipe

Outra foi a participação da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), parceira da in-cosmetics Latin America desde a primeira edição. Ela foi representada pela diretora de negócios internacionais e inteligência de mercado, Gueisa Silvério e pelo diretor de assuntos governamentais e comunicação, Ronaldo Luiz Pires. A entidade ingressa pela primeira vez no comitê responsável pelo direcionamento deste ano.

“Tivemos a oportunidade de falar sobre a ampliação da nossa parceria e intenção de agregar produtos que sejam complementares e tragam novidades para o público visitante e para os nossos associados”, afirma a diretora. Ela ressalta que muitas das novidades serão anunciadas em breve.

Encontro contou com a participação de representantes da ABIHPEC. Crédito: Meire Felipe

Alguns especialistas, que já participaram da equipe no ano passado, estão de volta, caso de Marinna de Assis Fernandes, analista de P&D da Farmax, e Karla Fernandes Soares, coordenadora de P&D da empresa.

“Gostei bastante do que vi no encontro. A Mintel apresentou uma análise que não vemos nos reports, mostrando onde os diferentes públicos compram produtos, além de abordar temas como humanização de marcas e o futuro em relação ao uso de inteligência artificial associada a vendas. Minha expectativa é que na edição deste ano, possamos continuar apresentando tendências e uma visão de futuro dos ingredientes”, destacou Marinna.

Encontro foi realizado na sede da RX, em São Paulo. Crédito: Meire Felipe

Outro especialista que volta a participar do comitê pelo segundo ano consecutivo é Emiro Khury, diretor técnico e fundador da EK Consulting. Segundo o especialista, “toda a organização da in-cosmetics se preocupa muito em sempre ter melhorias e em ouvir as pessoas envolvidas e que fazem desse evento um acontecimento importante para a vida das nossas empresas, dos nossos formuladores, pesquisadores e profissionais do marketing. Quando somos convidados e nos reunimos para conversar e opinar, sentimos certa tranquilidade em saber que a feira tem o compromisso com a relevância e o atendimento às expectativas do nosso setor. Afinal, é onde muitos players se nutrem de inovações e informações sobre o mercado mundial”, ressalta Khury.

 

Participante desde a primeira edição, Cleber Barros, cosmetólogo responsável pelo Innovation Tour (uma das atrações que dá visibilidade para os lançamentos), reforçou também o objetivo da organização de promover inovação a cada ano. “É um processo de refinamento constante. No encontro foram debatidos assuntos como jornada de visitação, os movimentos atuais da área e iniciativas para melhorar ainda mais o evento”.

 

Conheça a equipe de especialistas de mercado deste ano:

 

Anna Paula Oliveira

 

bioquímica e fundadora da Bergamía – empresa que atua na linha de cosméticos naturais e veganos com biotecnologia  nacional.

 

 

Caroline Villar

 

 

cofundadora da Souvie Cosméticos Orgânicos – empresa de desenvolvimento de cosméticos naturais e orgânicos com portfólio próprio de produtos.

 

 

 

Celso Martins Junior

 

Diretor técnico da Grandha Professional Hair Care, marca nacional de cosméticos profissionais para tratamento dos cabelos.

 

 

 

Cleber Barros

 

 

CTO, professor de cosmetologia e cofundador da Escola Vinia, que atua na capacitação de profissionais para o mercado de formulação de cosméticos.

 

 

Corina Godoy

 

 

Fundadora da Pink Cheeks, que atua no segmento de dermocosméticos com o conceito de Sportcare, aliando proteção solar em linhas de produtos para cuidados facial, corporal e capilar, e da Kind Beauty and care, com foco em produtos naturais e veganos.

 

 

Emiro Khury

 

Diretor técnico e fundador da EK Consulting, que atua no desenvolvimento de produtos cosméticos ou dermatológicos, naturais, proteção solar, infantis, skin care e tecnológicos.

 

 

Giulio Peron

 

Fundador e criador da Quintal Laboratório Dermatológico, que tem como foco soluções naturais, orgânicas e veganas para pele.

 

 

Karla Fernandes

 

Coordenadora de pesquisa e desenvolvimento na Farmax, grupo que atua na formulação de itens de proteção solar e skincare, cosméticos corporais, óleos essenciais, produtos veganos. Tem no portfólio as marcas Sunless, Be veg, Hidraderm e Hidraderm Ciclos, Farmax, Suprinutri Sênior, Muskitoff e Óleos.

 

 

Marinna Fernandes

 

Pesquisadora e desenvolvedora de produtos na Farmax.

 

 

 

Patrícia Camargo e Luciana Navarro

 

Cofundadoras da Care Natural Beauty, que também atua no mercado de skin care e maquiagens com propostas de produtos naturais, orgânicos, veganos.

 

             

 Renata Melo

 

 

Pesquisadora da Sallve, marca de dermocosméticos nativa digital, com itens voltados para limpeza, hidratação, esfoliação, proteção solar, corpo e cabelo.

 

              

 Rafaela Miramontes

 

 

Gerente de P&D na Devintex/Salon Line, empresa nacional que desenvolve produtos de cuidados para os cabelos.

 

 

Edição 2025

 

A in-cosmetics Latin América está marcada para os dias 23 e 24 de setembro, no Expo Center Norte em São Paulo, nos pavilhões azul e branco (parcial).

 

O credenciamento para visitantes já está aberto e pode ser feito na aba “Credencie-se agora”, disponível no site https://www.in-cosmetics.com/latin-america/pt-br.html .

 

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A “invasão” da IA no mercado de cosméticos https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/a-invasao-da-ia-no-mercado-de-cosmeticos/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/a-invasao-da-ia-no-mercado-de-cosmeticos/#respond Fri, 04 Jul 2025 13:46:45 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=23386 Nos últimos anos, o tema inteligência artificial (IA) tem pautado matérias e ganhado espaço no debate público, seja em discussões sobre a regulamentação de uso, como também nas possibilidades que as ferramentas oferecem para os processos operacionais de diferentes áreas, como indústria automotiva, medicina, comunicação, entre outras. O fato é que todo movimento de inovação […]

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Imagem ilustrativa. Foto de Philipp Katzenberger, site Unsplash

Nos últimos anos, o tema inteligência artificial (IA) tem pautado matérias e ganhado espaço no debate público, seja em discussões sobre a regulamentação de uso, como também nas possibilidades que as ferramentas oferecem para os processos operacionais de diferentes áreas, como indústria automotiva, medicina, comunicação, entre outras. O fato é que todo movimento de inovação tende a despertar curiosidade, opiniões e, claro, perspectivas.

No setor de cosméticos não é diferente.  Ele também tem sido impactado pelas novidades há alguns anos e tem mobilizado desde consumidores finais, a profissionais de pesquisa e desenvolvimento de produtos e marketing.

A IA Generativa (GenAI) é uma das formas de inovação que tem ganhando atenção. O que isso significa? E quais resultados já são perceptíveis?

O termo se refere ao ramo da tecnologia que é capaz de criar novos conteúdos a partir de padrões apreendidos pelos sistemas, através de informações criadas pelo ser humano, gerando, assim, novas possibilidades/soluções. Diante disso, a sua utilização pode gerar novas formulações para fins específicos na área de beleza e cuidados pessoais.

E o que não faltam são exemplos de utilização. A matéria L’oréal une forças com IBM para criar formulação de cosméticos sustentável utilizando IA generativa, publicada em janeiro deste ano no site Fashion Network, mostra como o recurso pode ser usado na criação de novos produtos visando a redução de impactos ambientais, uma dentre as várias possibilidades que o mercado tem observado.

A parceria da multinacional de produtos de beleza e cuidados pessoais com a empresa norte-americana de atuação global de tecnologia, segundo o texto, visa “transformar a forma como os produtos de beleza são criados, permitindo utilizar matérias-primas renováveis e reduzir o desperdício de energia e de materiais, através do que está sendo anunciado como inovação de ponta em IA. No centro da colaboração está o desenvolvimento de um modelo de IA personalizado, especificamente concebido para a formulação de produtos cosméticos”.

Para marcas e consumidores  

É fato que a in-cosmetics Latin America tem acompanhado esse movimento de mercado, que também desponta com novas soluções que ampliam a conexão entre marcas e consumidores. Em 2022, em entrevista para o Connect (Personalização e diversidade impulsionam beauty techs), Carolina Haybech, CEO e cofundadora da Be Beleza Tech, destacou o trabalho desenvolvido pelas startups de beleza, envolvendo inteligência artificial e realidade aumentada.

No caso da inovação apresentada pela executiva, consiste em um aplicativo em que consumidores (as) podem verificar como fica a aplicação dos produtos de maquiagem de determinada marca, utilizando a própria imagem em meio digital, antes de adquiri-los. Com funcionalidades como Espelho virtual, Vitrine virtual e Virtual try-on, o app possibilita a testagem de makes sem a necessidade de ir à loja física, além de acesso a conteúdos para ajudar na decisão de compra.

Para os negócios

Se por um lado a IA tem possibilitado estreitar o relacionamento com clientes, com novas experiências de compra, por outro, tem ajudado players no desenvolvimento de lançamentos em curto espaço de tempo, contribuindo para a geração de negócios.

Um dos exemplos é o da empresa O Boticário. No Carnaval de 2023, criou o Projeto FOL.I.A , que apresentou tendências de maquiagens por meio de IA para o público se preparar a festa.  Já a matéria da Época Negócios, Como a Inteligência Artificial ajudou o Grupo Boticário a atingir R$ 30,8 bi em vendas até abril de 2024, retrata como a companhia, que emprega a IA desde 2019, tem tido resultados positivos, com ferramentas presentes em toda a cadeia produtiva.

Imagem ilustrativa. Foto de Drew Hays, site Unsplash

Sustentabilidade com inteligência

Voltando à preservação ambiental, o assunto também entra na equação e a tecnologia tem sido aliada de players que buscam adequar seus processos produtivos de acordo com os compromissos de desenvolvimento sustentável. Além do exemplo da L’oréal mencionado neste artigo, a Natura Cosméticos, em parceria com a startup Bioverse e com comunidades da Amazonia fez o maior inventário de bioma registrado até o momento por meio de drone com IA.

Durante seis meses foram estudados e coletados dados de 60mil hectares da região do Pará. As informações tem como objetivo ampliar as cadeias produtivas e projetos de restauração e conservação, reforçando a meta da empresa ser regenerativa até 2050, conforme publicado no site Cosmetics Innovation, em abril deste ano.

Demonstração na prática

Outro movimento em torno do uso da inteligência artificial é o realizado pela BASF. Recentemente, em entrevista ao episódio de podcast da in-cosmetics Latin America, Inteligência Artificial e as mudanças na indústria de beleza e cuidados pessoais, Thifany Matsumora Sudo, que é analista de Soluções Digitais em Personal Care, contou que a empresa há tempos tem explorado os benefícios e possibilidades da machine learning/IA e desenvolvido e aplicado a tecnologia no dia a dia dos negócios, na produção, na engenharia, em pesquisa e desenvolvimento, gestão e outras áreas.

“Temos esse compromisso de impactar positivamente o futuro da indústria de beleza e cuidados pessoais e a coleta, análise, armazenamento e compartilhamento de dados foram revolucionados pelas tecnologias digitais, o que também permite aumentar a eficiência e, consequentemente, a aceleração de processos. Tem sido interessante conectar o conhecimento técnico às necessidades do mercado, dos consumidores, para desenvolver ingredientes inovadores e apoiar a tomada de decisão de forma mais rápida e assertiva”, explicou.

Durante a entrevista, a especialista ainda destacou as soluções desenvolvidas pela empresa como o D’Lite®, tecnologia impulsionada por IA, que faz a combinação de algoritmos de machine learning, modelagem, conhecimento científico e evidências coletadas por profissionais, ajudando desde a fase de ideias e briefing até o desenvolvimento do produto em si.  “Na parte mais técnica, possibilita a simulação de combinações de ingredientes, conecta com informações e demandas específicas do mercado, permite encontrar alternativas mais sustentáveis, auxilia na predição de combinações não exploradas, performance, sinergia com certificações e outros aspectos relevantes para o desenvolvimento de produtos clean e inovadores. Ajuda, também, na criação de produtos personalizados, que atendam a necessidades específicas, sempre alinhados com as preferências e expectativas dos consumidores”, disse a analista.

Na edição 2024 da in-cosmetics Latin America, a empresa apresentou em seu estande o Mixy, experiência interativa desenvolvida em parceria com a CI&T e que utiliza inteligência artificial generativa e inovação para o desenvolvimento de produtos. Trata-se de um robô criado para gerar conceitos inovadores dentro das categorias de cuidados com a pele. A experiência funcionou como um laboratório virtual, onde os visitantes puderam inserir informações sobre características, necessidades e até concepção dos cosméticos que desejavam desenvolver.

O robô, então, processava os dados e cruzava com uma série de informações, que incluíam os ingredientes da BASF e também tendências de mercado, criando conceitos personalizados, conforme geração, perfil e outras informações imputadas.

Com o sucesso, a iniciativa também foi lançada em outros países, como Chile, Argentina e EUA, conforme mencionado no podcast.

O episódio está disponível aqui e também no canal da in-cosmetics Latin America no Spotify. Confira!

Essas são apenas algumas demonstrações de como o setor de beleza e cuidados pessoais tem aderido à Inteligência Artificial e pelo que tem sido possível acompanhar, inúmeras possibilidades ainda estão por vir.

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