Sustentabilidade | in-cosmetics Connect https://connect.in-cosmetics.com The in-cosmetics Group is the meeting point and learning hub for the personal care development community worldwide Mon, 27 May 2024 13:28:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://connect.in-cosmetics.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-INCOS-Group_60x60_Logo-32x32.png Sustentabilidade | in-cosmetics Connect https://connect.in-cosmetics.com 32 32 120263668 Sobre o mercado de cosméticos sustentáveis e seus desafios https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/sobre-o-mercado-de-cosmeticos-sustentaveis-e-seus-desafios/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/sobre-o-mercado-de-cosmeticos-sustentaveis-e-seus-desafios/#respond Mon, 27 May 2024 13:28:27 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=22001 A demanda por produtos mais sustentáveis está em constante crescimento: de acordo com um estudo da Nielsen, 42% dos brasileiros modificaram seus hábitos de consumo para minimizar o impacto no meio ambiente. Entretanto, essa tendência não é recente.   Veganismo e comunidades Desde 2014, observamos que as tendências de sustentabilidade estão se tornando hábitos de […]

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A demanda por produtos mais sustentáveis está em constante crescimento: de acordo com um estudo da Nielsen, 42% dos brasileiros modificaram seus hábitos de consumo para minimizar o impacto no meio ambiente. Entretanto, essa tendência não é recente.

 

Veganismo e comunidades

Desde 2014, observamos que as tendências de sustentabilidade estão se tornando hábitos de consumo consolidados, como a busca por produtos veganos. Uma rápida consulta à plataforma do Google Trends revela o aumento da relevância dos termos “vegano” e “vegetariano” a partir desse ano. Além disso, é possível notar uma mudança no comportamento do consumidor nas farmácias e supermercados, com mais pessoas lendo os rótulos e se preocupando com os produtos que utilizam em sua rotina.

Há 11 anos, o caso do Instituto Royal, envolvendo beagles em condições deploráveis, e o viral “Salve o Ralph” de 2021, uma animação que expõe os testes em animais em laboratórios de cosméticos, despertaram a atenção do consumidor. Mesmo aqueles que não aderiram ao veganismo estão sensibilizados e vigilantes. Por que continuar testando em animais quando existem tecnologias e métodos alternativos disponíveis? A pressão do público fez a roda do mercado mudar seu curso. 

Fatores como a pandemia aceleraram essa preocupação e as redes sociais desempenharam um papel crucial na conscientização, democratizando o acesso à informação e dando voz ativa ao público. Como resultado, surgiram comunidades, grupos e influenciadores que promovem uma mudança que antes era adiada pela indústria tradicional. Diante dessa conscientização, o mercado começou a se movimentar mais rapidamente.

 

Analisando os impactos

Mas o que torna um cosmético sustentável? Não basta utilizar ingredientes inspirados na natureza. É necessário considerar toda a cadeia produtiva, incluindo a formulação, as embalagens, as responsabilidades socioambientais e a logística, desde o laboratório de P&D até a entrega ao cliente.

No Brasil, não há uma legislação específica para classificar um produto ou fórmula como natural, orgânico ou sustentável. No entanto, em escala internacional, existem iniciativas como o referencial europeu COSMOS e o padrão ISO 16128, que estabelecem critérios para definir um cosmético natural ou orgânico.

Além disso, existem movimentos e outros selos que avaliam o impacto socioambiental das empresas, considerando aspectos como equidade, bem-estar social e impacto na comunidade local, ou mesmo para embalagens, com selos que certificam a logística reversa de embalagens pós-consumo por meio da compensação ambiental.

Clean beauty como caminho possível

Diante da confusão do público em relação às categorizações de produtos como veganos, sustentáveis, naturais ou orgânicos, e dos altos custos e exigências das certificadoras, surgiu uma brecha no mercado conhecida como “clean beauty” ou “beleza limpa”.

Essa categoria de produtos promove o uso de matérias-primas consideradas menos nocivas e mais responsáveis, livres de toxinas e ingredientes controversos, incluindo alternativas de origem natural e permitindo também o uso de ingredientes sintéticos considerados seguros. Segundo dados da consultoria Statista divulgados pelo Valor Econômico, espera-se que esse mercado atinja um faturamento global de US$ 22 bilhões até 2024.

Diante desse potencial, grandes varejistas lançaram suas próprias interpretações desse movimento, como a Sephora, com o selo “Clean at Sephora”, iniciativa que começou nos Estados Unidos em 2018 e chegou ao Brasil em 2022, oferecendo uma seleção especial de marcas conscientes e sustentáveis.

Desafios da indústria

Para os desenvolvedores, atender a essa demanda crescente pode ser desafiador. Blanca Gallegos, farmacêutica e pesquisadora de cosméticos, destaca o custo como um dos principais obstáculos. “As matérias-primas orgânicas e naturais costumam ser mais caras. Mesmo que o público esteja disposto a pagar mais por produtos naturais, é um desafio desenvolver formulações tecnologicamente avançadas com desempenho invejável, estabilidade e preço competitivo em relação ao mercado“.

Nesse sentido, o grande desafio é equilibrar custos, democratizar fórmulas e atender às expectativas, especialmente das novas gerações, que valorizam a sustentabilidade sem abrir mão da eficácia.

Neste mercado em constante evolução, a responsabilidade principal recai sobre a indústria e a transparência das marcas na educação do público. Mais do que simplesmente oferecer produtos sustentáveis, é essencial agir com transparência e fornecer informações claras, facilitando assim a tomada de decisão consciente por parte dos consumidores.

Afinal, o poder está nas mãos dos clientes.

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“Crédito de carbono é opção, mas não pode ser a única”, diz head de sustentabilidade da L’Occitane au Bresil https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/credito-de-carbono-e-opcao-mas-nao-pode-ser-a-unica-diz-head-de-sustentabilidade-da-loccitane-au-bresil/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/credito-de-carbono-e-opcao-mas-nao-pode-ser-a-unica-diz-head-de-sustentabilidade-da-loccitane-au-bresil/#respond Tue, 19 Sep 2023 02:26:22 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=20811 O termo economia regenerativa tem transformado os processos operacionais de indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC). Trata-se de um conjunto de estratégias desenvolvidas para minimizar os impactos ambientais, como o apoio ao trabalho de uma comunidade de produtores para a preservação de um ingrediente natural e a destinação de embalagens para reaproveitamento em […]

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O termo economia regenerativa tem transformado os processos operacionais de indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC). Trata-se de um conjunto de estratégias desenvolvidas para minimizar os impactos ambientais, como o apoio ao trabalho de uma comunidade de produtores para a preservação de um ingrediente natural e a destinação de embalagens para reaproveitamento em procedimentos de logística reversa, só para destacar alguns exemplos de iniciativas.

 

É fato que essas ações integram as políticas de ESG aplicadas nas empresas e têm como foco ampliar ações socioambientais que atendam às diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), as ODS, conjunto de compromissos para tornar o mundo mais inclusivo e sustentável.

 

Neste sentido, o setor de cosméticos tem sido um dos que têm promovido uma série de iniciativas. Para conhecer algumas delas, a in-cosmetics Connect conversou com Paula Bonazzi Cremonezzi, gerente executiva de sustentabilidade da L’Occitane au Bresil.

 

Na entrevista, a gestora comenta sobre os desafios da economia regenerativa, o trabalho da multinacional no país e também traz algumas percepções do setor. Confira:

 

Perguntas:

 

in-cosmetics Latin America (incoslatam) – Como a economia regenerativa está transformando o mercado de cosméticos? Quais têm sido os principais desafios para as empresas desenvolverem um sistema operacional que tem como base princípios de economia regenerativa?

 

Paula Bonazzi Cremonezzi (PBC) – Muito tem sido falado nas empresas sobre economia regenerativa, o ESG também tem ganhado espaço e reforçado essa questão. Isso envolve trabalhar em prol do meio ambiente, valorizando os impactos positivos e reduzindo ao máximo as ações que, de alguma forma, são prejudiciais.

 

Apesar do tema ser abordado há algum tempo, o assunto tem trazido novidades e ganhado maior evidência. Para muitas pessoas ainda é algo novo, mas é fato que exige mudanças de paradigmas. Por isso, um dos desafios envolve a transformação cultural nas empresas, para que todos os envolvidos na cadeia produtiva (colaboradores, fornecedores, parceiros, clientes) caminhem na mesma direção. Outro é medir, acompanhar e avaliar o impacto das atividades operacionais desenvolvidas.

 

É muito fácil falar que a empresa faz economia regenerativa, mas o que significa, o que tem sido feito, como a gente mede os impactos das operações são apenas alguns dos desafios. Precisamos atuar no planeta para que consigamos continuar vivendo nele.

 

incoslatamDe que forma a L’Occitane Brasil tem atuado considerando todos os processos operacionais como pesquisa, desenvolvimento, comercialização de produtos e relacionamento?

 

PBC – Quando começamos a desenvolver um novo produto, nosso time de pesquisa e desenvolvimento (P&D) faz estudos na natureza, nos biomas em que atua, que envolvem a análise de ingredientes que tenham potencial de eficácia para os tratamentos que a empresa propõe, considerando e avaliando sempre os impactos positivos.

 

Acabamos de lançar uma coleção, com base em um ingrediente muito utilizado no sertão da Bahia, mas que em outros lugares poucos conhecem: o licuri. O ativo sofria com o desmatamento porque não tinha valor econômico. A L’Occitane descobriu, então, que o óleo de Licuri tem benefícios muito hidratantes para a pele e desenvolveu a linha de produtos, o que protege a espécie, gera valor e estimula os produtores a atuarem na conservação, mantendo as árvores de licuri na região.

 

Este é um dos exemplos que envolve a pesquisa de um novo ativo e o desenvolvimento do produto. A nossa fábrica também tem energia solar, mais de 50% das entregas são feitas com caminhões elétricos; e nas lojas contamos com um programa de coleta de embalagens para fazer a logística reversa. Temos ações que passam por todos os pilares, desde o início, a produção, a entrega, a loja e estamos sempre olhando como podemos reduzir ainda mais o impacto no planeta.

 

incoslatam – A empresa tem como “lema” “França na essência. Brasil por natureza”. Como o uso de ingredientes naturais na composição passa pelo pilar da economia regenerativa?

 

PBC – Temos um engenheiro florestal que está sempre em campo. Ele visita os produtores que trabalham com a empresa, buscando melhorar não só a produtividade deles, mas também o impacto nas regiões, em âmbitos social e ambiental. Além disso, temos um trabalho filantrópico, em que desenvolvemos agroflorestas na caatinga, no sertão da Bahia, e que beneficia algumas famílias. São sistemas de plantio com bastante diversidade de espécies, que melhoram a qualidade do solo, do clima e geram renda, porque parte dos alimentos produzidos e não consumidos podem ser comercializados.

 

Outro exemplo, assim como o licuri, temos o óleo de Patauá, que fomos buscar na Amazônia e fizemos uma casa de óleos na região. Temos diversas iniciativas. E o trabalho com os produtores tem sido positivo para a conservação das espécies e a valorização das riquezas do Brasil, que tem tanta biodiversidade. É algo que fortalece a preservação.

 

Temos também, no desenvolvimento das nossas fórmulas, a priorização de ingredientes naturais. Elas possuem acima de 80% de naturalidade. É um guide muito valorizado nos nossos produtos.  Trata-se de uma diretriz global da L’Occitane in Provence, que fortalece esse pilar no grupo, mas eu diria que no Brasil temos um direcional e um princípio muito destacado dessa naturalidade.

 

incoslatam – O mercado brasileiro está entre os principais consumidores de cosméticos mundiais com faturamento de US$ 26 bilhões no ano passado. Isso também tem se refletido na preocupação de consumidores com iniciativas limpas e sustentáveis e resultados transparentes? 

 

PBC – É uma tendência e as pesquisas têm apontado que os consumidores deverão valorizar marcas que tenham essas iniciativas. Ainda é algo bastante nichado. No Brasil, eu diria que quando vamos analisar a maioria da população, o poder aquisitivo não permite, muitas vezes, escolher entre uma marca e outra pelo fato de ser sustentável. No país, a escolha é feita pelo o que é possível pagar por um produto.

 

Então é uma tendência específica de alguns grupos de consumidores. Na minha opinião, ainda temos um longo caminho pela frente.

 

Outro ponto, na Europa, por exemplo, alguns dos mesmos produtos encontrados no Brasil atendem pilares de sustentabilidade e possuem certificações.  O que não acontece por aqui. Com isso, quando comparamos o consumo, há uma grande diferença na quantidade de pessoas que estão escolhendo marcas por esse motivo.

 

incoslatam – O país pode ser um dos protagonistas no desenvolvimento de iniciativas para a economia regenerativa por meio das indústrias do setor? De que forma?

 

PBC – Eu acho que pode e tem muito espaço para isso. Assim como na pergunta anterior, temos um longo caminho pela frente, principalmente de regulamentações, legislação. Cito novamente o exemplo do continente europeu, com muita legislação com relação às mudanças climáticas, resíduos, plásticos e aqui, não avançamos tanto nesse sentido. E não apenas em criar uma legislação, mas também em fiscalizar, monitorar e cobrar iniciativas.

 

Apesar de sermos uma potência muito grande no assunto, com a biodiversidade que temos, ainda falta um reforço desses outros pilares na sociedade, que são necessários para que, de fato, o país possa se tornar referência no assunto.

 

incoslatam Pesquisas sobre perfil de consumo mostram que as pessoas estão mais preocupadas com a procedência dos produtos que consomem e em como é a atuação da empresa, considerando as ações socioambientais desenvolvidas. Esse comportamento tem trazido novos desafios para pesquisadores e formuladores? Em que sentido?

 

PBC – Acredito que sim, há um olhar para ações de economia regenerativa porque é algo em que os consumidores estão atentos. Até, se compararmos o mercado de HPPC com os de outros produtos, outros bens de consumo, verificamos que o de cosméticos é um que tem bastante pressão por parte dos consumidores por ingredientes de origem natural. Então, o setor, na minha opinião, tende a estar mais à frente neste assunto.

 

incoslatam – A compra de crédito de carbono tem surgido como uma possibilidade de minimizar os impactos ambientais. Quais outras ações podem ser citadas considerando o desenvolvimento e a preservação socioambientais?

 

PBC – Eu diria que a compra de crédito de carbono não é suficiente para minimizarmos os impactos que temos no planeta. Hoje, se todas as empresas decidirem comprar crédito de carbono, não teremos espaço suficiente no planeta para plantar árvores. O processo vai muito além disso.

 

Precisamos que as empresas, de fato, se preocupem em reduzir o impacto negativo nas suas operações e estruturas. Como mencionei, temos implementado painéis solares, caminhões elétricos, medido o consumo de água e energia. Outras ações como reformular as composições de produtos, reduzir a quantidade de plásticos nas embalagens também são aplicadas. Ou seja, há muitas iniciativas que precisam ser feitas antes de começar a comprar crédito de carbono. Trata-se de uma opção, mas não pode ser a única, quando falamos em economia regenerativa.

 

incosla – Para onde caminha a indústria de cosméticos? Qual deverá ser a tendência para os próximos anos?

 

PBC – Tenho visto algumas pesquisas de tendência e elas têm evidenciado que a nova geração está muito preocupada com as mudanças climáticas. Isso mostra que as pessoas devem, cada vez mais, buscar empresas que estão atentas, falando sobre o assunto e desenvolvendo ações. A redução do plástico também é um tema em alta. O mercado já aponta algumas tendências, como cosméticos zero plástico ou até cosméticos sem uso de água, que a gente chama de waterless, por exemplo. 

 

 

Com o tema “Ciência e Sustentabilidade”, a in-cosmetics Latin América abriu as portas para profissionais do setor de beleza e cuidados pessoais nos dias 28 e 29 de setembro, no Expo Center Norte (SP). No evento, foi possível conferir uma série de lançamentos, produtos e palestras envolvendo compromissos socioambientais.

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Podcast: Neutralização de carbono – importância e caminhos para o setor de cosméticos https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/neutralizacao-de-carbono-importancia-e-caminhos-para-o-setor-de-cosmeticos/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/neutralizacao-de-carbono-importancia-e-caminhos-para-o-setor-de-cosmeticos/#respond Sun, 20 Aug 2023 20:21:45 +0000 https://connect.in-cosmetics.com/?p=20480 À medida que as políticas de ESG se destacam nas empresas de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC), iniciativas para cuidados com o meio ambiente, como a neutralização de carbono, passam a ganhar mais espaço, fazer parte da estratégia operacional e reforçar os compromissos para preservação do meio ambiente.   O tema carbono neutro abre […]

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À medida que as políticas de ESG se destacam nas empresas de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC), iniciativas para cuidados com o meio ambiente, como a neutralização de carbono, passam a ganhar mais espaço, fazer parte da estratégia operacional e reforçar os compromissos para preservação do meio ambiente.

 

O tema carbono neutro abre a temporada 2023 de podcast da in-cosmetics Latin América. Para falar sobre o assunto, Fernanda Facchini, engenheira especialista em carbono e gerente de Sustentabilidade de Natura & Co América Latina, grupo composto pelas marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, é a entrevistada deste episódio. No bate-papo, a especialista destaca as ações que têm sido desenvolvidas e a importância do movimento para o setor.

 

Quer saber mais? Clique em play e confira.

 

Interessados em saber mais sobre inovações em matéria-prima para a indústria de cosméticos e cuidados pessoais? Participe da in-cosmetics Latin America, nos dias 27 e 28 de setembro em São Paulo. Credencie-se gratuitamente aqui.

 

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Intimate beauty trends https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/intimate-beauty-trends-3/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/intimate-beauty-trends-3/#respond Fri, 17 Jun 2022 13:57:35 +0000 http://ec2-52-48-9-53.eu-west-1.compute.amazonaws.com/?p=17809 Antes do coronavírus, nossa vida andava a mil quilômetros por hora e muitas vezes não tínhamos tempo para prestar atenção nos pequenos detalhes. A pandemia nos ensinou que devemos dedicar mais tempo aos nossos cuidados pessoais e justamente a categoria de beleza íntima é uma das que mais tem crescido em tempos de quarentena e […]

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Antes do coronavírus, nossa vida andava a mil quilômetros por hora e muitas vezes não tínhamos tempo para prestar atenção nos pequenos detalhes. A pandemia nos ensinou que devemos dedicar mais tempo aos nossos cuidados pessoais e justamente a categoria de beleza íntima é uma das que mais tem crescido em tempos de quarentena e pandemia. Agora temos mais tempo para que os cuidados íntimos e a limpeza sejam mais detalhados, mais conscientes e com a importância que a área merece.

Esta categoria representa uma grande oportunidade de inovação para a indústria cosmética e os números comprovam isso. As projeções indicam que o mercado global de cuidados íntimos femininos tem um CAGR projetado de 4% entre 2020 e 2030 e ultrapassará U$ 37 bilhões em 2030. Algumas mulheres dizem que os homens podem ser um pouco descuidados nesse tópico. No entanto, o mercado de cuidados íntimos masculinos também representa uma enorme oportunidade de mercado e está projetado para valer U$ 217 bilhões (incluindo produtos de barbear e desodorantes), com um CAGR de 9,5% até 2030. Estes são algumas das tendências que estão em ascensão.

Intimate green: No mercado vemos um grande foco no lançamento de produtos orgânicos e vegetais para cuidados íntimos. Por isso, muitas marcas buscam certificações de organismos internacionais como USDA, ICEA, Ecocert, etc. Cuidados íntimos sustentáveis ​​estão em alta.

Cleantimate: Embora esse conceito seja de nicho, é interessante explorar. É por isso que vemos novas propostas de shampoos para cabelos íntimos.

Controle de odores: Há um grande avanço em novas tecnologias que auxiliam no controle de odores na região íntima. Portanto, esse é um benefício que está passando por um desenvolvimento significativo em produtos alinhados à diversidade e à inclusão.

Menstruação consciente: Em 2022 vimos como marcas e redes sociais começam a falar sobre menstruação sem complexos. O objetivo é viver uma menstruação consciente. Agora a tendência é falar sobre menstruação abertamente em todas as gerações. A inclusão também começa a ser importante nesse segmento. Recentemente vimos um lançamento muito interessante, é o Cycle da Freda, que foi pensado para o cuidado da menstruação em pessoas trans. A Freda é uma empresa britânica que luta contra a desigualdade menstrual em todas as suas formas e acredita que o acesso a cuidados menstruais é um direito humano básico.

Prescription-based: O consumidor quer evitar comprar produtos errados devido à ignorância. Além disso, nem todas as pessoas usam os mesmos produtos, devido ao pH, alergias e tipo de pele. Os consumidores estão exigindo mais segurança no uso e é por isso que as consultas com médicos e ginecologistas sobre o tipo de formulações que devem ser usadas são cada vez mais frequentes. O claim gynecologically designed está na moda.

Intimate biome: Este ano estamos vendo um boom de produtos que ajudam a equilibrar o microbioma da área íntima graças a mecanismos fornecidos por ingredientes ativos pré, pró e pós-bióticos. Também estamos vendo diversidade em conceitos que incluem produtos para todos os gêneros.

CBD intimate: Estamos vendo produtos que ajudam a aumentar o prazer na intimidade formulados com CBD e botânicos afrodisíacos como ashwagandha, shatavari, extrato de aspargos, gengibre e ginseng, entre outros. Essas formulações são projetadas para manter o pH e serem compatíveis com látex e silicones e são declaradas livres de alérgenos e potenciais irritantes, como glicerina, glúten, ftalatos, sulfatos, parabenos, álcool, corantes artificiais e fragrâncias sintéticas.

Facial inspiration: Há um boom de produtos para a área íntima onde vemos um declínio na tecnologia facial nesta área. Por exemplo, hidratantes íntimos que contêm peptídeos para estimular a produção de colágeno. Outros ingredientes também são tendência, como ácido hialurônico, polissacarídeos e aminoácidos, entre outros.

Intimate perfumes: Novos perfumes para roupas íntimas que também ajudam a manter essa área fresca.

Limpeza íntima masculina: Estamos vendo a especialização em sabonetes líquidos especialmente desenvolvidos para manter o pH e controlar odores, géis de limpeza íntima e limpadores genitais secos (que não necessitam de água para usar).

Intimate fitness: Esta é uma das tendências mais interessantes em que os cosméticos podem contribuir. Este é o único exercício que você não pode fazer na academia… As estatísticas indicam que 1 em cada 3 mulheres sofre de distúrbios do assoalho pélvico, que é responsável pelo controle da bexiga e do intestino e uma gravidez saudável. Os músculos fortes do assoalho pélvico são absolutamente cruciais para o bem-estar íntimo. O assoalho pélvico está em alta e na rede vemos tutoriais e produtos pensados ​​para sua manutenção.

Hydrating Body Wipes: Lenços umedecidos que ajudam a hidratar e eliminar o odor e podem ser usados ​​após o exercício, antes da intimidade ou para se refrescar.

 

Vamos lembrar que existem insights poderosos que podem inspirar inovação em cosméticos. Recentemente, uma amiga me disse que: “A beleza íntima deve ser a mesma do seu rosto, porque sua vagina é sua outra face! É preciso cuidar dela para mantê-la firme, hidratada e macia. Além disso, deve sempre cheirar bem… São as duas faces de uma mulher”.

Estamos definitivamente diante de uma nova tendência. Care culture is the new black!

 

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Cápsulas cosméticas de uso tópico https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/capsulas-cosmeticas-de-uso-topico/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/capsulas-cosmeticas-de-uso-topico/#respond Wed, 25 May 2022 15:24:06 +0000 http://ec2-52-48-9-53.eu-west-1.compute.amazonaws.com/?p=17695 Por Karina Soeiro Buscar soluções que unam inovação, sustentabilidade e praticidade para o mercado de dermocosméticos é uma necessidade vital para as empresas deste setor. Aliar esses requisitos a uma solução que facilite a transposição de alguns desafios farmacotécnicos, como a oxidação e instabilidade de alguns insumos, é uma opção viável através do desenvolvimento de […]

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Por Karina Soeiro

Buscar soluções que unam inovação, sustentabilidade e praticidade para o mercado de dermocosméticos é uma necessidade vital para as empresas deste setor. Aliar esses requisitos a uma solução que facilite a transposição de alguns desafios farmacotécnicos, como a oxidação e instabilidade de alguns insumos, é uma opção viável através do desenvolvimento de uma nova forma-cosmecêutica, as cápsulas cosméticas.

Cápsulas cosméticas, ao contrário do que o nome pode sugerir, não são nutracêuticos que atuam em sinergia com produtos de uso tópico para a promoção da saúde ou beleza da pele. As cápsulas cosméticas são uma nova forma cosmecêutica de uso tópico que vem ao encontro da crescente a demanda por produtos inovadores que sejam mais sustentáveis, eudérmicos,  e tragam praticidade a rotina diária. A ausência de água e conservantes na sua composição, praticidade em viagens e possibilidade de refil, conferem às cápsulas cosméticas inúmeras vantagens, tanto ao consumidor quanto ao formulador.

Aliado a esses benefícios as cápsulas cosméticas remetem ao desejo do consumidor de ser parte ativa na sua rotina de cuidados se alinhando a tendência “Do it yourself” de maneira prática e objetiva: um pote de cápsulas cosméticas, uma pequena pipeta de Pasteur de 0,5mL e água mineral são tudo que o consumidor precisa para preparar seu cosmético. Para agregar valor a este conceito, um porta cápsulas (para transportar pequena quantidade na bolsa ou viagens), um mini cadinho para facilitar o preparo, e a possibilidade de refil das cápsulas, completam um kit de inovações de encher os olhos.

As cápsulas utilizadas podem ser tanto as convencionais de gelatina, ou as opções veganas e de fácil desintegração, como as cápsulas de pululam, proveniente da fermentação natural do amido da mandioca (tapioca). As cápsulas de gelatina, além de serem de origem animal apresentam desintegração mais lenta na presença de água quando comparada a versão de tapioca (Tapiocaps™) e se forem utilizadas como cápsulas cosméticas, o mais indicado é que a cápsula seja aberta e descartada, sendo utilizado somente pó do seu conteúdo, que irá se transformar em uma emulsão na presença de água, ou então o que é mais prático, a utilização da cápsula de tapioca que irá desintegrar e ser homogeneizada ao seu conteúdo na presença de água com auxílio de espátula. Uma outra vantagem considerável da utilização das cápsulas de pululam é a formação de filme tensor que promove efeito lifting imediato com toque seco e aveludado,  muito apreciado pelos consumidores.

Para o formulador, a possibilidade de uma formulação anidra e de uso extemporâneo representa uma ótima ferramenta para veicular insumos que se oxidam ou sofrem hidrólise na presença de água, conferindo estabilidade a formulação, permitindo o uso de insumos instáveis que representam um desafio farmacotécnico como exemplo clássico o ácido ascórbico. Além da estabilidade, as cápsulas cosméticas são práticas, uma vez que podem ser transportadas em doses unitárias em viagens ou na bolsa, ocupando menos espaço e prevenindo acidentes como a quebra e vazamento de produto em malas. São também formulações consideradas mais “suaves” pois dispensam a utilização de conservantes antimicrobianos e antioxidantes, como exemplo o metabissulfito de sódio, que são conhecidos pelo potencial de sensibilização cutânea em indivíduos com a pele mais pré-disposta a reações inflamatórias, como dermatite de contato por agentes químicos.

A pesquisa e desenvolvimento de formulações em cápsulas tópicas deve levar em consideração as classes de insumos importantes para compor uma formulação de emulsão, como por exemplo umectantes, emolientes, agentes de consistência, emulsionantes na sua forma sólida (de preferência em pó) e modificadores de sensorial como excipiente para preencher o volume total das cápsulas. É possível a inclusão de insumos líquidos em pequenas quantidades, em especial óleos, ésteres e insumos ativos apolares, se atentando as limitações desta forma fármaco-cosmecêutica como a escolha de insumos polares líquidos, devido ao fato desta formulação ser dispensada em cápsula cuja composição é um polímero hidrossolúvel, e o contato com líquidos polares inevitavelmente iniciariam a desintegração da mesma.

O formulador deve levar em consideração o volume final da formulação após reconstituição ao realizar o cálculo da quantidade de cada insumo e o excipiente deve ser calculado em razão do volume da cápsula escolhida e da densidade da soma dos insumos, como no exemplo da formulação a seguir.

Cápsula Tópica para tratamento do Envelhecimento cutâneo

Ingrediente  / Concentração  / Quantidade para produção 30 cápsulas

  1. Ácido Ascórbico 20% (não revestido)  12g
  2. Relievene ® (Rhodiola Rosea Root Extract (and) Carnosine (and) Alanyl Glutamine) 0,3%, 0,6g
  3. N Acetyl D Glucosamina 5%, 3g
  4. Physavie ® (Physalis Angulata Extract (and) Caprylic/Capric Triglyceride) 0,2%, 0,12g
  5. Revinage® (Bidens Pilosa Extract (and) Elaeis Guineensis (Palm) Oil (and) Gossypium Herbaceum (Cotton) Seed Oil (and) Linum Usitatissimum (Linseed) Seed Oil )1%, 0,6g
  6. Cellfie® (Water (and) Propanediol (and) Lecithin (and) Glycerin (and) Thymus Vulgaris (Thyme) Flower/Leaf Extract) 2 %, 1,2g
  7. Fragrância 1%, 0,6g
  8. Lactose 2%, 1,2g
  9. Óleo de Oliva em pó 2%, 1,2g
  10. Lecigel® (Sodium Acrylates Copolymer (and) Lecithin) 1,78%, 1,068g
  11. Makibeads 80 ® (Methyl Methacrylate Crosspolymer) q.s.p

Procedimento de preparo:

  1. Pesar fase A em gral e triturar com auxílio do pistilo. Passar no tamiz mesh 20 (aproximadamente).
  2. Adicionar fase B sobre a fase A e homogeneizar.
  3. Adicionar fase C sobre a fase A+B e homogeneizar. Em seguida adicionar fase D, depois a E e repetir o procedimento.
  4. Adicionar fase F geométricamente (verificar a densidade e quantidade necessária de Makibeads 80® para preencher a cápsula Tapiocaps™ número 0).
  5. Proceder o encapsulamento e envasar em pote cosmético.

Observação importante: Essas formulações foram feitas e padronizadas em Tapiocaps™ número 0 (padronizadas com volume teórico de 0,68mL ou 500mg), mais 1,5mL de água, totalizando aproximadamente 2mL após a reconstituição, sendo assim o cálculo dos insumos em percentual é feito utilizando como referência uma dose de 2 mL vezes o total de cápsulas produzidas.

Por Renata Kalil

Revolução digital, pandemia, avanço da crise climática… e talvez um dos assuntos mais relevantes hoje seja a nossa dieta. Isso porque o veganismo se tornou um dos mais óbvios sinônimos de sustentabilidade. Segundo estudo da Universidade de Oxford publicado em 2018 pela revista Science, mais que reduzir o tempo do banho, cortar viagens de avião ou comprar um carro elétrico, eliminar a carne e derivados do leite da sua alimentação reduziria 73% da sua pegada de carbono. “Uma dieta plant-based é provavelmente o único e melhor caminho para minimizar o nosso impacto no planeta”, diz a publicação.

Ano passado, conversando com a Barbara De Laere, CEO Global da Aveda, que acabava de concluir a transição para se tornar uma marca completamente vegana, eu entendi como ações como essa têm influência sobre toda a indústria, da alimentação à beleza, além de impacto ambiental, claro. Muitos fornecedores de matérias-primas como mel e cera de abelha, só para citar um exemplo, são os mesmos que servem a indústria alimentícia. A decisão de uma grande marca que opta por alternativas vegetais ressoa por toda a cadeia.

Dos bastidores da indústria às prateleiras, a correlação entre comida e cosmético ganha cada vez mais desdobramentos – o que eu vejo como um dos movimentos mais interessantes desse mercado hoje. Na Califórnia, berço do clean beauty e referência global de cultura de sustentabilidade e tradição plant-based, é comum encontrar alimentos em boutiques de beleza, itens de skincare em restaurantes e tudo junto e misturado nos corredores de mercados como Whole Foods, Erewhon Lassens… espaços apontados como “the next beauty destination” (os próximos destinos para se comprar e se vender itens de beleza, na tradução) pelo Business of Fashion, em 2020.

Fato é que quando pensamos em veganismo, em evitar glúten, em consumir orgânicos ou mesmo em produtos halal, tratamos de critérios que, para o consumidor, têm a mesma importância, seja em relação à beleza ou à alimentação. A CAP granola, criada em parceria com a chef americana Kat Turner, é um dos itens mais vendidos da boutique de beleza limpa CAP Beauty – uma das mais relevantes e de vanguarda do mercado.

Nos últimos anos, com a ascensão da cultura de wellness pelo mundo, também aprendemos sobre os poderes do “inner beauty” (beleza de dentro para fora), que se tornou praticamente uma nova categoria de cosméticos. Uma categoria que é sobre provar a eficácia de suplementos alimentares, tanto quanto de cosméticos, para tratar pele, cabelo…

Nomes de skincare passaram a criar suplementos alimentares, como a alemã Dr. Barbara Sturm e as americanas Goop e The Nue Co. O contrário também aconteceu, como provam a Mood Juice, na Califórnia, que lançou linha própria de beleza, e a canadense Rainbo, de suplementos à base de cogumelos, que desenvolveu seu primeiro item de body care recentemente.

Os superalimentos (alimentos especialmente ricos em nutrientes associados a benefícios à saúde) também se tornam ingredientes-estrela de fórmulas ultradesejadas, como o Superfood Cleanser da californiana Youth To The People, marca-referência do movimento, que acaba de ser incorporada pela L’Oréal. E mais recentemente, passamos a usar o termo “food-focus beauty” (que se refere a fórmulas que têm alimentos como ingredientes-herói), além de “food-based beauty” (fórmulas de beleza criadas à base alimentos). A indie brand também californiana Wonder Valley, que cria azeites de cozinha e skincare à base de azeite, é um exemplo. Assim como a inglesa Haeckels, que tem xampu de brócolis, face oils de semente de tomate, de abóbora, esfoliante de café…

O foco parece mesmo estar na comida e na interação desses dois universos, que afinal são sobre nutrir o corpo e melhorar a saúde – dois anseios ampliados pela pandemia. O curioso é que essa tendência floresce mais entre as marcas de beleza vegana, um segmento cada vez menos entendido como nicho. Globalmente, ele já representa um mercado de 15.1 bilhões de dólares, que deve crescer para 21.4 bilhões até 2027, segundo dados do ReportLinker publicados pela Forbes. E, claro, assim como comida, produtos de beleza veganos não são apenas para veganos.

Quando falamos sobre alimentação, destacamos os “flexitarianos”, aqueles que optam por uma dieta totalmente plant-based em um dia da semana ou em uma refeição do dia. Esse é um consumidor que se declara “imperfeito”. Ele sabe das consequências ambientais da sua dieta e responde a elas, mas sem se comprometer com um lifestyle 100% vegano 100% do tempo.

Certamente há os “flexitarianos da beleza”, um grupo que busca por melhores alternativas sem exigir das empresas um “ideal de impacto mínimo”. Já é possível notar um reflexo desse comportamento no mercado, mas acredito que esse movimento tem ainda um enorme potencial, capaz de estimular muito mais marcas de beleza a tomarem iniciativas pró-meio ambiente e a aderirem a práticas mais éticas e sustentáveis, a começarem. Esse é um processo para pessoas e para empresas – e um processo que não necessariamente termina em greenwashing, mas em transformação de verdade.

No último Dia da Terra, Biossance, Youth To The People, Herbivore, REN (todas livres de testes em animais) e Caudalie se uniram em uma campanha de apelo por um consumo mais consciente. Na iniciativa, as marcas se comprometeram a oferecer embalagens recicláveis e refiláveis até 2025. Grandes nomes da indústria tradicional também se movimentam para oferecer alternativas de menor impacto, como a Love Beauty and Planet, que tem estações para reabastecer embalagens nos Estado Unidos, e a Dove, que viralizou em conteúdos no TikTok graças a seu desodorante com alternativa de refil e embalagem 100% reciclada.

Já ao observar as marcas que nascem veganas, livres de crueldade, sustentáveis, especialmente no Brasil, noto empresas fantásticas com ações incríveis, mas que simplesmente não comunicam o que fazem, quem são ou no que acreditam. Trabalhar a imagem da marca e ter uma boa comunicação resulta em criar cultura, transformar comportamento e contribuir para a construção desse novo consumidor – que precisa estar mais informado, mais confiante e mais exigente para ver valor em um segmento da beleza comprometido em gerar impacto positivo. Trabalhar por isso é também uma missão coletiva dos players desse ecossistema. Uma missão de todo o mercado, que dela depende.

Ser uma marca vegana ou abraçar uma causa não é algo simples, envolve elementos intangíveis e confere novos papeis às empresas. Os líderes desse segmento representam mais que marcas, representam um movimento que influencia, comunica e informa. A Biossance, com o seu Clean Academy, e a Haeckels, que assina um dos blogs mais interessantes de blue beauty, são exemplos de como investir em cultura e conteúdo.

Acredito que o trabalho de produzir uma beleza ética e livre de crueldade é tão importante quanto produzir uma cultura de práticas sustentáveis e de consumo consciente.

 

Interessados em saber mais sobre inovações em matéria-prima para a indústria de cosméticos e cuidados pessoais? Participe da in-cosmetics Latin America, nos dias 27 e 28 de setembro em São Paulo. Credencie-se gratuitamente aqui.

 

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RELOAD Beleza Positiva é marca verde em destaque no Brasil https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/reload-beleza-positiva-e-marca-verde-em-destaque-no-brasil/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/atracoes/reload-beleza-positiva-e-marca-verde-em-destaque-no-brasil/#respond Wed, 19 Jun 2019 10:36:08 +0000 http://new-incos-news.bitnamiapp.com/?p=6769 Desde o fim de 2018 a RELOAD Beleza Positiva vem ganhando a atenção do mercado com um modelo de negócios apoiado no que há de mais moderno em sustentabilidade, que é a economia circular e a preocupação ambiental por meio das embalagens. A empresa vende produtos para cuidados com os cabelos de alta performance, envasados […]

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Desde o fim de 2018 a RELOAD Beleza Positiva vem ganhando a atenção do mercado com um modelo de negócios apoiado no que há de mais moderno em sustentabilidade, que é a economia circular e a preocupação ambiental por meio das embalagens. A empresa vende produtos para cuidados com os cabelos de alta performance, envasados em garrafas de água mineral.

As embalagens servem à política de reduzir, reutilizar e reciclar, mas também têm o papel fundamental de ressaltar a principal mensagem defendida pela marca: o que importa é o que está dentro. O produto, que benefícios traz, que problemas resolve e de que maneira impacta o consumidor e o planeta.

Nesta entrevista exclusiva para a in-cosmetics Latin America, Teodoro Brava, sócio da RELOAD, explica como este processo passa obrigatoriamente pela escolha dos ingredientes e o papel da matéria-prima no alinhamento com as tendências apontadas pela agência Euromonitor International para 2019, que incluem um público cada vez mais consciente e ávido por um mundo sem plástico.

incoslatam: A repercussão da marca é relativamente recente, mas vocês atuam desde 2013, correto?

Teodoro Brava: Na verdade a empresa passou por um reposicionamento. Eu entrei, justamente, para dirigir esta nova fase da marca com o Filipe Sabará. Ele lançou a RELOAD em 2013 com outras duas sócias. Depois disso, comprou a parte delas para seguir o sonho de vender cosméticos com embalagens reutilizáveis de água mineral, um conceito diferente do original, mas que preservava a qualidade dos produtos. Desde então, a fórmula passou por uma transformação positiva para melhor se alinhar ao propósito de cuidar do planeta. Por exemplo, foi retirado o silicone, que é um microplástico que não se integra de maneira alguma ao meio ambiente. Encontrar os fornecedores de qualidade para atender não só a formulação, mas a filosofia da marca, foi fundamental. 

incoslatam: Quando foi exatamente este reposicionamento?

Teodoro Brava: Em dezembro do ano passado. Estamos em uma fase bem inicial mesmo. Fomos bem surpreendidos pela reação do mercado. Sabíamos que era uma demanda do consumidor e que tínhamos o desafio de alcançar a qualidade, a performance que o público não deixa de lado e, ao mesmo tempo, fazer o bem. Coisas boas e não menos ruins. Por estratégia, ainda não podemos adiantar muito, mas este ano vamos lançar pontos de venda com uma proposta diferente. Tem muita coisa boa vindo por aí.

incoslatam: Hoje vocês trabalham com quantos produtos?

Teodoro Brava: Temos três e dezenas mais no “pipeline” para serem lançados em breve. Hoje são shampoo, condicionador e um kit com os dois. É uma linha unissex para todos os tipos de cabelo. Lançamos como um teste e, como a reação do mercado foi muito positiva, pretendemos desenvolver produtos e linhas mais específicas.

incoslatam: E como vocês medem estas reações em tão pouco tempo deste novo posicionamento?

Teodoro Brava: Sabíamos desde o começo que a proposta é bastante disruptiva. Eu acredito que contamos com o ativismo dos consumidores. Pessoas preocupadas com o todo, mas que também são ativistas delas mesmas, que cuidam da própria saúde. Quando dizemos que a RELOAD é a beleza positiva, não é só a ecológica. É a beleza de tudo. Queremos mostrar que é possível fazer o bem para o planeta e para o consumidor, considerando os impactos de suas ações. O mercado dá uma balançada com isso e já vemos outras empresas com passos nesta direção. De toda maneira, somos a primeira do mundo a reutilizar embalagens para vender cosméticos de alta performance. Vemos marcas com medo de trilhar este caminho porque o mercado é muito conservador. As pessoas geralmente pensam, pelo menos não tem parabeno ou sulfato, mas e a embalagem? A RELOAD é mais do que uma empresa de cosméticos. Somos ativistas, mesmo! Nossa ideia é mudar, romper, mostrar que é possível, sim, vender cosméticos de qualidade com responsabilidade socioambiental e trazer impactos positivos para toda a cadeia produtiva.

incoslatam: No site está explícito que, em relação aos produtos, o que importa é o que está dentro. Qual a importância da matéria-prima para a RELOAD e como vocês selecionam os ativos?

Teodoro Brava: Sim, o que está dentro resume tudo para nós. Com certeza temos que pensar em embalagens, tanto que isso nos levou a este novo posicionamento, nova proposta, mas não adianta a gente querer ser bonzinho. Se não entregamos performance, não vendemos. E é uma dificuldade grande buscar fornecedores que são alternativas aos comuns, onde estão 90% do mercado. Livres de sulfato, parabenos, silicone e testes em animais. As possibilidades são reduzidas, mais caras e de acesso muito mais difícil. Nós trabalhamos com óleo de moringa, proteína de quinoa, óleo de argan, complexo de aminoácidos e pró-vitamina B5. O ciclo para criar impactos positivos, entretanto, vai além. Com o óleo de moringa temos um fornecedor parceiro com quem desenvolvemos um projeto no Quênia e na Namíbia, onde trabalhamos com comunidades que estavam em posição de vulnerabilidade por questões de violência e instabilidade política. Eles fazem o plantio e o extrato do óleo. Então, sim, o que importa é o que está dentro.

incoslatam: Produtos com ingredientes naturais são uma tendência apontada há algum tempo por agências como a Euromonitor International. Vocês fazem este tipo de monitoramento?

Teodoro Brava: Com certeza. Além da minha especialização no setor, onde uso bastante essas bases de dados para fazer estudos de perfis, prospecção, etc., é de extrema importância porque os analistas concordam que o claim “natural” estava muito amplo e pouco definido. Afinal, o que seria o natural? Queremos nos distanciar de um discurso quase que mentiroso de “greenwashing”, onde só porque determinado produto tem 0,01% de substâncias de origem orgânicas faz bem, quando a ótica real é que 90% da composição não faz. Queremos nos distanciar disso. Não queremos fazer menos mal, queremos fazer realmente o bem.

 incoslatam: Você sente que o consumidor está procurando mais informação para se resguardar e não cair nestas armadilhas?

Teodoro Brava: Eu acredito que sim. E acho ótimo porque eu também sou consumidor da RELOAD. Antes de lançar o produto eu perguntava para mim mesmo se como ativista eu usaria e se gostaria, já com esta proposta enraizada no meu comportamento. Nós trabalhamos com um nicho de mercado que é bem chave. São pessoas que têm a preocupação com o meio ambiente e com a própria saúde, mas que, neste momento, têm um poder aquisitivo mais alto e um acesso mais amplo à informação.

incoslatam: vocês já visitaram a feira como Reload?

Teodoro Brava: O Filipe Sabará, meu sócio frequenta a a in-cosmetics Latin America and Global desde a 1a edição. A família é proprietária da BERACA, maior fornecedora de insumos naturais e orgânicos do Brasil. Já eu pretendo ir este ano.

 

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The post SEPHORA ESCOLHE DUAS EMPRESAS DE COSMÉTICOS BRASILEIRAS PARA SEU PROGRAMA DE ACELERAÇÃO first appeared on in-cosmetics Connect.]]> Por Silvia Lourenço – Matéria exclusiva in-cosmetics Latin America

Seria uma manhã comum de trabalho para as paulistanas Patrícia Camargo e Luciana Navarro, criadoras da marca de cosméticos CARE Natural Beauty, se não fosse uma ligação do escritório da Sephora, informando que a CARE havia sido escolhida para fazer parte do seleto grupo de 15 empresas, que integrariam o Sephora Stands Accelerate 2019, um programa de aceleração da gigante francesa, que apoia mulheres empreendedoras do mundo todo, proporcionando 6 meses de imersão e mentoria de seus negócios, incluindo um Bootcamp, uma imersão de 1 semana em São Francisco, nos Estados Unidos.

Depois de desligar o telefone, a dupla que se uniu no fim de 2017 para criar a CARE, se emocionou: “ Me lembro direitinho de quando recebi a ligação, era o Dia das Mulheres, em março. Nossa empresa nasceu de uma necessidade minha e da Luciana de promover mais equilíbrio nas formas de consumo e transformar vidas, através de algo tão encantador como a beleza. Lançamos nossa marca oficialmente em novembro de 2018, e já estar no Programa da Sephora foi um reconhecimento sem igual e um indicativo de que estamos no caminho certo.” – conta Patrícia.

A CARE nasceu num momento em que Patrícia e Luciana estavam buscando mudanças em suas vidas. Patrícia, que é advogada, comandava a área jurídica de uma indústria cosmética, mas se sentia infeliz, com muitos questionamentos. Luciana, que era sócia de uma empresa de eventos, tinha uma vida muito agitada, e em 2017 teve problemas de saúde, precisando passar por uma quimioterapia.

Segundo as empresárias, a CARE Natural Beauty tem em seu DNA cuidar das pessoas, da sua pele, da natureza e do planeta, com ingredientes orgânicos e uma cadeia 100% sustentável. Elas criaram a marca com os pilares de sustentabilidade, performance  e responsabilidade social. “Queremos desmistificar que os produtos com ativos naturais e orgânicos são necessariamente artesanais. Empregamos  muita pesquisa, estudo e tecnologia, além de performance comprovada através de testes. São maquiagens e produtos de skincare que nutrem e cuidam profundamente da pele.” – explica Patrícia.

Em Curitiba, as irmãs Alcântara (Barbara, Débora e Julia),  também receberam com animação a notícia de que a ORNA Makeup, marca criada pelo trio, foi uma das duas brasileiras escolhidas para integrar o Programa de Aceleração da Sephora.  Julia, que está morando em Miami, e foi quem embarcou para o Bootcamp em São Franscisco, foi quem soube da novidade primeiro: “O processo de seleção para o programa foi bem extensivo, com várias fases e entrevistas com os times da Sephora do Brasil e dos EUA. Em março recebi uma ligação da Corrie Conrad, que é Vice-Presidente da Sephora Stands, e achei que seria mais uma fase das entrevistas, mas ela me surpreendeu com o convite para a ORNA Makeup fazer parte do programa.”- comemora Julia.

A empresária chegou em São Francisco  para o Bootcamp Week na segunda semana de maio, junto com as outras 14 empreendedoras de várias partes do mundo: EUA, Canadá, México, China, França, Brasil e Austrália, e durante todo o treinamento,  ela dividiu as novidades com seus seguidores nas redes sociais, o que já era de se esperar, já que as “irmãs Alcântara” ficaram conhecidas nas rede depois de começaram a produzir um blog de moda em 2010 , o “Tudo Orna”,  e só anos depois, com a formação de uma comunidade na internet, é que passaram a investir em outros negócios.

O trio tem hoje uma marca de acessórios, a ORNA Makeup, marca de cosméticos, uma escola de branding, que atua pela internet, e em 2018 elas abriram o primeiro empreendimento fora do mundo virtual: o ORNA CAFÉ. A ORNA Makeup inicialmente lançou uma linha de batons, mas já estuda ampliar sua atuação também para a linha de skincare.  Julia explica que os produtos são desenvolvidos com o equilíbrio de dois fatores: nanotecnologia e ativos naturais.

Nos EUA Patrícia da CARE e Julia da ORNA, tiveram uma semana de agendas lotadas: workshop de branding; oportunidade de expor suas empresas para especialistas em marketing da Sephora, e receberem seus feedbacks; visita ao Sephora Lab; painéis com mulheres investidoras; palestras de marketing, consumo e media training; além de palestras com equipe do YouTube e visita ao escritório do Facebook, para conhecer as últimas novidades dessas redes sociais. No último dia da imersão, as empreendedoras participaram de painéis sobre investimento e sustentabilidade.

Patrícia espera que a oportunidade antecipe os planos de expansão da CARE, que seriam para médio e longo prazo. Julia acredita que os 6 meses de mentoria serão uma oportunidade única delas crescerem de maneira estruturada: “Iremos usar essa experiência como uma espécie de laboratório. Acredito que o Sephora Accelerates irá nos guiar para o melhor caminho com a ORNA” – finaliza a empresária.

 

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The post Alimentos e Cosméticos: Convergência na indústria de beleza first appeared on in-cosmetics Connect.]]> Uma das grandes tendências nos últimos anos é o aumento da convergência nas indústrias de alimentos e cosméticos. De um lado, estamos vendo consumidores tornarem-se mais perspicazes sobre seus hábitos alimentares, ao perceberem que a comida que eles comem tem efeito direto na sua saúde e aparência. De fato, a nova área de nutri-cosméticos surgiu para atender aos consumidores que buscam suplementos nutricionais com propósitos de beleza. Um outro grupo de consumidores está mudando suas dietas – alguns consumindo frutas frescas e vegetais e até mesmo “supercomidas” – para obterem nutrientes adicionais ou para fazer a “desintoxicação” dos seus corpos.

Do outro lado, vemos ingredientes alimentícios trilhando seu caminho para a indústria de beleza. Esse desenvolvimento é parcialmente gerado pela inovação; especialistas em desenvolvimentos de produtos e formuladores estão de olho nas cozinhas em busca de inspiração. Com muitos consumidores associando ingredientes alimentícios a benefícios a saúde, esses produtos cosméticos normalmente estão sendo promovidos com base nesses ingredientes. A empresa The Body Shop tem sido uma líder nesse aspecto, com imagens de ingredientes provenientes de hortas e plantações nas embalagens e prateleiras. Um grande número de produtos cosméticos está sendo promovido com base nesses ingredientes.

Algumas empresas de matérias-primas estão desenvolvendo ativos inusitados com origem em alimentos. Um exemplo é o ReGeniStem™ Red Rice, derivado do arroz vermelho do Himalaia. Produzido pela Lonza, o ativo natural é divulgado como possuindo qualidades antienvelhecimento.

Outras empresas de matérias-primas estão usando alimentos para criar novos ingredientes cosméticos. DuPont Tate & Lyle (expositor da in-cosmetics Brasil) foi formada com uma Joint-Venture entre a indústria química DuPont e a empresa de açúcar Tate & Lyle. Eles usam açúcar de milho para produzir o monômero 1,3-propanediol como uma alternativa para o petróleo em aplicações cosméticas.

Ingredientes provenientes de alimentos tiveram muito sucesso com cosméticos naturais. Algumas marcas, como a Yes to Inc desenvolveram linhas inteiras baseadas em um único ingrediente de alimento. Após seu sucesso inicial com o Yes to Carrot, a empresa Israelense desenvolveu outras linhas baseadas em mirtilo, pepino, tomate grapefruit e coco.

O fundador da Aveda, Horst Rechelbacher promovia a sua linha de Intelligent Nutrients como segura o suficiente para comer. De fato, em um dos Sustainable Cosmetics Summits, ele demonstrou a pureza da sua formulação abrindo um de seus sprays de cabelo, colocando em um copo e bebendo seu conteúdo. Que ótima maneira de demonstrar a indústria de cosméticos que ainda se dividiam entre as linhas de alimentação e cosméticos!

A convergência entre cosméticos e alimentação na indústria de beleza e cuidados pessoais será debatida na edição Latino Americana do Cosmetics Summit. O Summit será realizado paralelamente à in-cosmetics Brasil nos dia 28 e 29 de Setembro. Mais informações no site: http://www.sustainablecosmeticssummit.com/LamericaThe post Alimentos e Cosméticos: Convergência na indústria de beleza first appeared on in-cosmetics Connect.]]> https://connect.in-cosmetics.com/pt/sustentabilidade/alimentos-e-cosmeticos-convergencia-na-industria-de-beleza/feed/ 0 1830 Os cosméticos no caminho da sustentabilidade https://connect.in-cosmetics.com/pt/relatorios-da-industria-pais/os-cosmeticos-no-caminho-da-sustentabilidade/ https://connect.in-cosmetics.com/pt/relatorios-da-industria-pais/os-cosmeticos-no-caminho-da-sustentabilidade/#comments Tue, 11 Aug 2015 08:52:30 +0000 http://in-cos.bitnamiapp.com/wordpress/?p=1819 O “conceito” de sustentabilidade no setor de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) já não é mais uma tendência, tornou-se presença praticamente obrigatória no planejamento das empresas, principalmente nos últimos anos. Em geral existe uma preocupação da indústria e produtores de cosméticos com esse tema, e dos consumidores, que estão cada vez mais atentos aos […]

The post Os cosméticos no caminho da sustentabilidade first appeared on in-cosmetics Connect.]]> O “conceito” de sustentabilidade no setor de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) já não é mais uma tendência, tornou-se presença praticamente obrigatória no planejamento das empresas, principalmente nos últimos anos. Em geral existe uma preocupação da indústria e produtores de cosméticos com esse tema, e dos consumidores, que estão cada vez mais atentos aos processos de fabricação e comercialização dos produtos.

As organizações que pretendem sobreviver no futuro não podem levar em consideração apenas fatores econômicos, mas necessitam se planejar assumindo seu papel  no desenvolvimento sustentável do planeta, utilizando-se de ferramentas de gestão que contribuam para a análise de dados e a tomada de decisões direcionadas para esse fim.

Isso pode implicar em modificar seus processos produtivos e a construir sistemas de produção que não causem impactos negativos na natureza,  como tratar seus efluentes e resíduos,  utilizar tecnologias limpas ou oferecer produtos e serviços que contribuam para a melhoria do desempenho ambiental dos consumidores e clientes de sua indústria.

Cosméticos Verdes

De modo geral produtos  “verdes” ou “naturais” são aqueles obtidos por um processo limpo e sustentável. Produtos “eco-friendly” são uma das novidades do setor,  e o “mercado do marketing verde” vem recebendo cada vez mais investimentos por parte de empresários empreendedores. Essa tendência da busca pelo verde, pelo natural,  abrange a área da beleza e da saúde de forma inovadora.

Produtos com ingredientes naturais, recicláveis ou biodegradáveis,  e que não são testados em animais ganham espaço nas prateleiras  e crescem em vendas, mesmo que tenham um valor mais elevado. A gama de produtos com essas características já englobam hidratantes, sabonetes, máscaras para o rosto e cabelo, maquiagens, óleos, gel, tintura de cabelo, esmaltes, condicionadores e shampoos.

O termo “natural” sinaliza que os ingredientes não foram significativamente modificados em sua forma original da natureza. A preocupação é que eles não devem ser obtidos a partir da morte ou maus tratos de animais e sim da produção natural do ser, como o mel das abelhas, flores, folhas e frutas. Além dessas questões ainda há a preocupação em fazer reposições para evitar extinção de espécies.

A biodiversidade redesenhando a indústria da beleza

A biodiversidade, ou diversidade biológica, representa toda a variedade de vida no planeta. Biodiversidade é muito mais do que apenas espécies, a todo momento nos deparamos e nos relacionamos com algum componente dela, seja no que comemos, no que vestimos, ou nos medicamentos e produtos que usamos para higiene pessoal e doméstica.

Além disso a biodiversidade não se materializa somente nos bens que nos oferece, mas também nos serviços que nos proporciona. É o ar que respiramos, a água limpa que bebemos, está no controle de enchentes e da poluição, no nosso lazer no parque e em nosso prazer em contemplar vários cenários. A existência e manutenção disso tudo está diretamente relacionada com a forma como dispomos desses recursos, de como respeitamos e protegemos os ecossistemas e as espécies que neles vivem.

A indústria e a biodiversidade no Brasil – Oportunidades

Em busca de produtos inovadores, a bioprospecção de novas moléculas e princípios ativos de componentes da biodiversidade brasileira, se apresenta como uma atividade promissora. Há um grande interesse de várias empresas e centros de pesquisa prospectarem os biomas brasileiros em busca de benefícios econômicos (em especial por meio de biotecnologia) e sociais. As oportunidades para o setor de HPPC são:

  • A descoberta de novos ingredientes;
  • O aumento da tendência para cosméticos naturais e orgânicos, criando oportunidades para se beneficiar da biodiversidade e criar novas gerações de produtos com base natural;
  • Branding (marcas) e novos mercados, por meio da gestão responsável da biodiversidade, podendo valorizar a marca de produtos e o acesso a novos mercados e fontes de receita.

Hoje a maioria dos consumidores segue o “movimento eco”, por conta das mudanças climáticas mundiais, esperam produtos biodegradáveis, recicláveis e ambientalmente amigáveis. Esse é o caminho que as empresas precisam trilhar para encontrar o sucesso.

Fonte: III Caderno de Tendências 2014-2015 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos)

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The post Nova geração de antioxidantes naturais first appeared on in-cosmetics Connect.]]> Durante os processos metabólicos naturais do organismo, como o respiratório e de conversão dos nutrientes dos alimentos absorvidos em energia, com o auxílio do oxigênio, as células do nosso organismo produzem radicais livres. Os radicais livres são átomos ou moléculas com elétrons não pareados, ou seja, com um elétron faltando em sua estrutura química. Por esse motivo, os radicais livres atacam outras moléculas para “roubar” elétrons e assim se tornarem estáveis. Essas moléculas atacadas se tornam radicais livres e irão tentar o mesmo com outras moléculas, estabelecendo assim uma reação em cadeia que pode causar vários danos ao organismo, assim como para a pele, em que causa descoloração, ressecamento, perda de elasticidade e formação acelerada de rugas.

Os radicais livres também podem ser produzidos por fatores externos, como a fumaça de cigarro, álcool, poluentes ambientais, radiação, luz ultravioleta, drogas pesticidas, alguns solventes industriais, entre outras.

Os antioxidantes ajudam a combater os radicais livres que atacam as células do corpo, protegendo-as dos danos causados pela oxidação, pois impedem a formação dos radicais livres reduzindo seu impacto sobre a pele, e atuam para impedir a destruição do colágeno e elastina. Atualmente, vários cosméticos possuem antioxidantes em suas fórmulas, que ajudam a retardar o envelhecimento cutâneo e preservar a integridade e tônus da pele. Entre os mais comuns estão as vitaminas C e E; o retinol (derivados da vitamina A), o licopeno,  presente no tomate e na goiaba; o picnogenol, que vem dos pinheiros e o resveratrol, presente em grande quantidade no vinho tinto, no mirtilo e no goji berry.

Mas além destes ativos inovadores, encontramos outros bastante consagrados presente nos produtos, com alta performance, conforme abaixo.

Camellia sinensis Leaf Extract – Tem grandes quantidades de zinco e ácido alfa hidroxila. Esses ingredientes também ajudam a retardar o envelhecimento da pele, além da propriedade antioxidante. O chá vermelho também pode ser aplicado topicamente para tratar condições tais como eczema, pele seca, coceira e qualquer outro tipo de irritação da pele.

Lycium barbarum Fruit Extract – Tem atividade dermoestimulante, pois pode ser aplicado para energizar a pele e suas células, realizando as funções com mais facilidade, e consequentemente, deixando a pele melhor e mais saudável. Apresenta também atividade antioxidante e antienvelhecimento devido à capacidade de captar radicais superóxido in vitro e também a sua capacidade para inibir a peroxidação de lípidos.

Arctostaphylos uva ursi Leaf Extract – Possui ação clareadora da pele, antisséptica, antioxidante e anti-inflamatória.

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